Iniciativa e acabativa

Outubro 20, 2009

por Flávio Souza

Há um ditado chinês que diz: “Quem sabe e não faz, no fundo não sabe”.

 
Muito se ouve falar hoje em dia em iniciativa, as empresas, a política, as comunidades, o terceiro setor e o país buscam pessoas com essa competência que se resume na capacidade que todos nós temos de conceber novas idéias, de criar e iniciar projetos. Isso é iniciativa.
Você é uma pessoa com iniciativa? As pessoas de iniciativa têm mil idéias, são criativas, mas geralmente, deixam de lado e odeiam a rotina necessária para colocá-las em prática. Milhares de idéias e soluções das mais diversas são engavetadas dia após dia. Quanta genialidade desperdiçada…

Van Gogh, um dos gênios da pintura, criou verdadeiras obras de arte, deixando um legado maravilhoso para a humanidade. Em vida, morreu pobre e sem ter vendido um quadro. Iniciativa ele teve, faltou-lhe acabativa.
Isso mesmo, acabativa! Esta é a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim. Você é uma pessoa com acabativa?

Acabativa é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que elas próprias ou o que os outros começaram. A acabativa tem base na realização, isto é, realizar a ação necessária para alcançar resultados. A chave da acabativa, não é a idéia, a criação, a filosofia ou intelectualização, é o que você faz, é se comprometer com os resultados, aceitar a responsabilidade e agir de modo persistente.
Acabativos são aqueles que gostam de fazer as coisas acontecerem e não desanimam diante das dificuldades da trajetória: seguem em frente, implantam e conquistam. O que é importante perceber é que iniciativa sem acabativa são palavras ao vento, promessas não cumpridas, conhecimento sem praticidade e criação sem resultados. Acabativa sem iniciativa é fazer tudo sempre igual, rotineiramente, mesmo que os resultados sejam insatisfatórios. Muitas vezes, plantar um pé de tentativas para colher um caminhão de nada. Uma destas capacidades sem a outra é desperdício certo. Mas então, o que fazer?

Pense que você ganhou em uma loteria o carro de seus sonhos, Que carro é esse? Imagine que ao ir buscar o carro na concessionária você descobre que o carro não tem marcha-ré… Talvez você pense que tudo bem, afinal é o carro de seus sonhos. Você sai com o seu carro, se perde pela cidade e acaba entrando num beco sem saída, aí se lembra que o carro não tem marcha-ré… pronto! Você percebe então que por melhor que seja o carro, ele precisa andar para frente e para trás, não em uma única direção.
Iniciativa e acabativa são assim, uma sem a outra limita os nossos sonhos e as nossas realizações. Quantas pessoas têm dezenas de idéias e não fazem nada? Quantas pessoas estão cheias de vontades e não têm idéia do que fazer?
Para solucionar esta situação devemos entender que essas capacidades são complementares. Se você é cheio de iniciativa e pretende abrir um negócio, arrume um sócio que tenha acabativa, senão com o tempo você vai abominar a rotina empresarial. Outra solução mais eficaz é mudar. Mude! Amplie seus horizontes, tenha mais flexibilidade, desenvolva sua iniciativa se você tem uma tendência de acabativa e vice-versa, assim, você se torna um empreendedor.

Empreendedores têm iniciativa e acabativa; se abrem para um mundo de idéias e colocam a mão na massa para implantá-las.
Para perceber como vem sendo sua atitude, pergunte-se:
Tenho mais iniciativa ou acabativa?
Como faço para me tornar um empreendedor?
Em que projetos de minha carreira precisam de iniciativa para mudar?
Em que projetos de minha carreira precisam de acabativa para implantar?
Em quais projetos de minha vida, preciso de acabativa para implantar?
Que áreas de minha vida precisa empreender mais?
O que vou fazer?
Como vou fazer?
Quando vou fazer?

Lembre-se que antes de liderar qualquer pessoa ou situação com eficácia e resultados satisfatórios você deve liderar primeiro a si mesmo. Acredite em seu potencial, desperte o gigante que existe em você, veja-se como o vencedor que é e empreenda a sua própria jornada de conquistas.
Como citado por William J. Brujan :”O destino não é uma questão de oportunidade. É uma questão de escolha. Não é algo para se ficar esperando, é algo para ser conquistado”.

Seja um empreendedor de sua vida, o maior resultado que você tem direito é a sua felicidade. Isso só depende de você!


Os 20 mandamentos da boa gestão

Outubro 20, 2009

por Fernando Portella

Essas são algumas dúvidas que volta e meia tiram o sono de qualquer profissional. Algumas delas são fáceis de solucionar, outras, no entanto, demandam muito esforço. Para facilitar um pouco este trabalho, desenvolvemos ao longo de nossa carreira profissional os 20 Mandamentos da Boa Gestão.

São ideias e soluções capazes de nortear a trajetória em tempos de crise, que mesmo que muitos digam que já passou, ainda afeta o dia a dia das companhias ao redor do mundo. Embora o talento prevaleça, uma gestão competente ainda é primordial. Ao adotar estas regras um gestor pode garantir além do próprio sucesso, maior rentabilidade para sua empresa, fazendo com que ambos passem pela crise sem solavancos. São elas:

1 – O mercado é absoluto: acompanhe o concorrente, mas não necessariamente siga-o.

2 – Cash is king. Jamais esqueça.

3 – Retorno sobre o capital investido será sempre cobrado. Só você será culpado se o “payback” não aparecer.

4 – Somente lucros constantes e crescentes preservam uma relação sustentada entre executivos e acionistas.

5 – Seja político, mas não faça política na empresa.

6 – A decisão sempre é financeira. Mesmo sendo estratégica, ela tem que ser respaldada por base quantitativa.

7 – Seja cuidadoso, mas transparente.

8 – Preserve sempre o brilho nos olhos.

9 – Domine os números de sua área.

10 – Entenda sempre o modelo econômico e os fatores críticos de sucesso do negócio/setor que dirige.

11 – Faça sempre o crivo das questões fiscais e legais que suportam suas decisões. Entenda o risco, mas não tenha medo de tomar a decisão.

12- Nunca abra mão dos juros. Renegocie o principal, nunca os juros.

13 – Não diga não aos acionistas, diga que é prematuro.

14 – Não leve problemas aos acionistas. Leve um diagnóstico claro do problema, sua recomendação para solucioná-lo, os resultados esperados e um plano de ação.

15 – Você pode ter a caneta, mas o tinteiro está com os acionistas. Use a exata quantidade de tinta que lhe é dada, nem mais nem menos. Seus resultados é que vão lhe assegurar uma quantidade crescente de tinta.

16 – Seu aprimoramento profissional deve ser constante.

17 – Formação acadêmica é essencial. Não pare nunca de estudar, formal e informalmente.

18 – Tenha “hobbies” e amigos fora do seu dia a dia de trabalho. Construa “network” dentro e fora do setor que você atua.

19 – Tenha sempre empatia.

20 – Foque sempre no “red issue” (o que está tirando seu sono). Energia é escassa e deve ser usada com foco.

Seguindo essas dicas, você terá um caminho mais promissor. Só uma última dica: esteja alinhado com seu objetivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano inteiro.


O plano de fuga quando o chefe é você.

Agosto 23, 2009

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Quando as coisas não estão legais na empresa onde você trabalha (leia-se clima ruim, chefe ruim, baixas perspectivas e zero de valorização) eu sempre recomendo um plano de fuga pra quem eu conheço.

Fugir não significa pular do barco porque a situação da empresa está ruim. Na maior parte das vezes é justamente o contrario: é porque você não está feliz numa empresa que até tá indo muito bem.

Um plano de fuga é exatamente o que um detento faz quando quer sair da cadeia. Um plano de inteligência com cronograma, avaliação dos recursos disponíveis e metas, que quando bem executado, cumpre o objetivo de deixar o sujeito do lado de fora da prisão.

Eu costumo dizer FUGA porque quando não se está feliz na empresa em que se trabalha, a segunda-feira é um martírio doloroso, o escritório vira uma cadeia e apesar disso tudo, conseguir sair nem sempre é uma tarefa fácil.

Fugir, costuma ser uma tarefa mais fácil quando você é analista, assistente ou auxiliar. Geralmente, para estes cargos, as possibilidades que vão te fazer “trocar de empresa” são diferentes e até mais simples do que se o cargo for estratégico.

A bronca de quem trabalha em cargo estratégico é que você tá afundado na empresa até o pescoço e sair sempre costuma ser um processo difícil pra um supervisor, gerente ou diretor.

As recomendações mais comuns costumam dizer que o gerente deve se utilizar do networking adquirido pra buscar uma recolocação, se inscrever em consultorias de RH, fazer coaching ou adquirir novos conhecimentos que possam levá-lo a outras esferas profissionais.

Uma das coisas, porém, do qual todo líder de empresa deve ficar atento é no seu comportamento na empresa depois que o plano de fuga foi traçado e a contagem regressiva começa.

Nessas horas, você deve virar um PLAYER e jogar o tempo todo com as situações que chegam pra você. Afinal, referências positivas da última empresa  sempre serão bemvindas. Você não quer sair porque resolveu chutar o pau da barraca e depois foi demitido, não é?

Na pele de um líder, com um plano de fuga pronto e em ponto de bala pra decolar eu ficaria atento para as seguintes recomendações se você já tem alguma empresa em vista ou definitivamente não pretende ficar na empresa onde está:

- Jamais deixe claro exatamente aquilo que você pensa. Você vai precisar ser ainda mais conciliador daqui pra frente;

- Não se queixe da sua situação com subordinados. Guarde os seus desabafos pra sua esposa;

- Se o seu superior é do tipo difícil de lidar, deixe a vaidade de lado e pare de fazer questão sobre coisas para o qual você antes o questionava;

- Aproveite todo o tempo livre para aperfeiçoar o plano, fazer contatos e até mesmo adquirir conhecimentos que vão elevar o seu valor nas empresas em que você pretende trabalhar.

- Se  a auto-estima está em baixa, alimente o seu respeito próprio com atitudes que valorizem você.

- Jogue muito. Ser político e conciliador garantirá o tempo que você precisa pro cronograma dar certo.

São idéias que eu ainda estou amadurecendo antes de passar pra frente. Acredito que observando melhor algumas situações terei algo mais temperado e mais objetivo pra recomendar aqui no blog.

Trabalhar feliz é uma possibilidade se você tiver um bom plano de fuga pra outro lugar. 

Bom plano de fuga!


Concurso Público

Maio 21, 2009

Cláudia Ramos diz:

sei que voce nao é adepto ao concurso publico, mas saiu o edital para auditor fiscal. e o salario é muito bom, principlamente pra quem tem planos de investimento.

Cláudia Ramos diz:

por que vc nao faz? 

Edu Tavares diz:

vc sabe o q um auditor fiscal faz?

Cláudia Ramos diz:

mais ou menos 

Cláudia Ramos diz:

eu conheço um auditor daqui 

Cláudia Ramos diz:

posso perguntar direitinho e te digo 

Edu Tavares diz:

msm sem saber vc faria?

Cláudia Ramos diz:

eu so sei que nao trabalha demasiadamente e o salario e de 13000,00 

Cláudia Ramos diz:

tambem sei que nao precisa ter uma formacao especifica

basta nivel superior 

Edu Tavares diz: 

vc casaria com um homem pq ele é rico msm sem amá-lo?

Cláudia Ramos diz:

nao 

Cláudia Ramos diz:

Ehehehe. Vc é fogo hein?

Edu Tavares diz:

presta bem atençao: vc poderia viajar pra Europa todo ano

Edu Tavares diz:

teria uma BMW

Edu Tavares diz:

e a unica coisa q teria q aguentar seria dormir com ele das 10 da noite as 6 da manha

Edu Tavares diz:

toparia?

Cláudia Ramos diz:

mas por 13000,00 eu trabalharia por treze anos pra depois largar tudo e fazer o que eu gosto

Cláudia Ramos diz: 

é como se fosse o sacrificio do investimento, da economia

Edu Tavares diz:

será q vc largaria?

Cláudia Ramos diz:

se desse eu tentava conciliar unindo o util ao agradavel

Edu Tavares diz:

será q vc pediria demissao e jogaria a possibilidade de se aposentar e receber certinho todo mes

trabalhando pouco?

Edu Tavares diz:

sera q vc chutaria a BMW e as viagens pra Europa?

Cláudia Ramos diz:

pra ser feliz sim

Edu Tavares diz:

se felicidade é prioridade pra vc entao vc n casaria com o milionario q eu te dei o exemplo

Edu Tavares diz:

jamais

Edu Tavares diz:

vc construiria sua felicidade ao lado do marido com pouca grana

Edu Tavares diz:

tijolo a tijolo

Cláudia Ramos diz:

se fosse um trabalho insuportavel eu deixaria sim, mas so depois de montar o que eu goataria de trabalhar

Cláudia Ramos diz:

claro que sim

Cláudia Ramos diz:

nao me casaria com um homem rico pra me aproveitar da grana dele, é bem diferente de trabalhar, sua a camisa mesmo se eu nao me sentisse realizada com o trabalho, mas pode ter certeza que com esse salario eu chagaria onde eu quero rapidinho, e nao ia ser infeliz por muito tempo

Cláudia Ramos diz:

pq vc ta me questionando tanto? eu so quis lhe informar uma coisa que achei interessante. Mas sem duvida eu faria esse concurso sim

Edu Tavares diz:

eu to te questionando pra vc entender a forma como eu me relaciono com a profissao q eu escolhi,a forma como eu lido com o meu trabalho

Edu Tavares diz:

as coisas q eu acredito

Cláudia Ramos diz:

é o seu conceito

Edu Tavares diz:

o meu conceito é q felicidade no trabalho é uma coisa tao importante qto felicidade no casamento. Eu acredito nisso.

Cláudia Ramos diz:

se eu quizesse ser administradora, seria de minha propria empresa. entende?

Eduardo Tavares diz:

Eu tb

Eduardo Tavares diz:

E vou ser.

Cláudia Ramos diz: 

se vc tivesse um meio mais rapido de chegar la vc nao faria?

Edu Tavares diz:

esse n é o meio mais rapido

Edu Tavares diz:

pode acreditar

Edu Tavares diz:

n existe um meio rapido de fazer as coisas, existe uma jornada pra tudo q vc pretende alcançar.

Edu Tavares diz:

O erro dos concurseiros é que 99% deles não querem trabalhar, querem somente o emprego e um país que precisa melhorar num monte de coisas não precisa de gente assim.

 

Quinta-feira, 14:47

 


Não sei

Abril 22, 2009

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por Antônio Ermírio de Moraes

(na revista EXAME)

 “Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:
Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali.

 Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

- Será que vai chover hoje?

Se você responder “com certeza”… a sua área é Vendas:

O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for “sei lá, estou pensando em outra coisa”… então a sua aérea é Marketing:

O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder “sim, há uma boa probabilidade”… você é da área de Engenharia:

O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for “depende”… você nasceu para Recursos Humanos:

Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder “ah, a meteorologia diz que não”… você é da área de Contabilidade:

O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados do que nos próprios olhos.

Se a resposta for “sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas”:

Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder “não sei”…

há uma boa chance de que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à diretoria da EMPRESA.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder “não sei” quando não sabe.

Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

“Não sei” é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo,

e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.

Parece simples,

mas responder “não sei” é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.

Por quê?

Eu sinceramente “não sei”.


Quando você estiver fora do Brasil…

Abril 19, 2009

Visite empresas!

Não se detenha apenas nas praças, museus, baladas e pontos turísticos. Visite também as empresas!

Bata um papo com o gerente, converse com os funcionários, conheça a linha de produção, pergunte sobre como eles trabalham e saiba tudo sobre como a empresa funciona.

Você pode conseguir tudo isso enviando emails antes da sua viagem e falando do seu interesse em conhecer o funcionamento de uma empresa estrangeira. De cada dez emails enviados, no máximo dois serão respondidos (foi a minha média), mas com paciência e insistência você vai encontrar gente legal que vai comprar sua idéia.

Quando eu estive no Chile em 2006, tive a oportunidade de ser recebido pelo pessoal da Villalba Aceros  e pela Cia. Gimsa Instapanel.

Ótima recepção, grande experiência!

Villalba Aceros, Santiago, 2006

 

 

 

 

 

 

 

 

Alex Soto da Cia. Villalba Aceros

Gimsa Instapanel, Santiago, 2006.

 

 

 

 

 

 

 

 

Pablo Maldonado da Instapanel

Tranforme qualquer oportunidade em  uma grande experiência!

Sempre.

 


A era dos sem emprego

Abril 19, 2009

do Canal Executivo do UOL por Walter Toledo Silva

O século XXI trouxe-nos inúmeras vantagens tecnológicas. Mas, como toda causa produz um efeito, as conseqüências desses avanços começam a ser sentidos por trabalhadores, empresas e governos. Estamos entrando na “Era do Não-Emprego”, como previa o autor americano Jeremy Riffkin. A tecnologia está fazendo com que os profissionais mudem seus hábitos e sua forma de pensar o trabalho. Os empregos tradicionais serão rapidamente transformados em história do passado. Seremos cada vez mais fornecedores de trabalho, com ou sem vínculo empregatício.

A cada dia, o trabalho passa a ser realizado pela categoria dos “profissionais sem emprego”. Na prática, sempre existirá muito trabalho para aqueles que souberem enxergar-se como fornecedores ou prestadores de serviços, aqueles que oferecem soluções para demandas ainda não plenamente atendidas. Aqueles que estiverem em condições de oferecer instantaneamente o conhecimento e habilidades necessárias, pelo tempo em que estas forem requeridas pelas organizações. Diferente do atual conceito de desempregado, os sem-emprego são “trabalhadores just-in-time”.

Voltemos aos primórdios da Revolução Industrial para que possamos entender a atual transformação do mercado de trabalho. Durante um certo período, o trabalho, que era empacotado em linhas operacionais adaptadas ao novo tipo de espaço produtivo, passou a oferecer grande número de vagas formais, principalmente com o surgimento das grandes companhias e suas imensas áreas burocráticas. Em nosso tempo, esses grandes espaços produtivos estão se encolhendo cada vez mais para atender a novas realidades econômicas e o trabalho está, mais e mais, sendo realizado por pessoas que não fazem parte do quadro fixo das empresas.

O profissional do futuro, daqui por diante, será aquele que melhor souber enfrentar turbulências, aquele que melhor se adapte às novas realidades e exigências do mercado. Quebrar paradigmas será uma necessidade vital para sua sobrevivência. Se atualmente já está difícil uma boa colocação para quem está preparado, o que não dizer para o despreparo da maioria. A estabilidade como se conhece hoje, não mais existirá. O funcionário será estável enquanto for necessário em sua função. Quando não mais o for, a estabilidade se quebrará tornando-o descartável.

Certamente, nossa sociedade terá que se preparar para os novos tempos, reorganizando leis trabalhistas e reformulando a própria educação para formar profissionais mais aptos a esse novo mercado. Empresas e organizações só sobreviverão se puderem contar com os melhores recursos humanos, disponíveis a cada momento, dentro de um cenário de demandas que mudam com velocidade inédita. Cada habilidade precisará ser aperfeiçoada para mostrar competência nesses novos tempos. Também está surgindo o estilo coaching de administração – empresas com forte característica de “times de sem-empregos”.

As que forem pró-ativas, rapidamente adotarão o novo modelo. Para ter sucesso em sua carreira, o profissional deverá deixar de pensar como empregado e passar a se comportar como se fosse um prestador de serviços, contratado por tarefas. Não bastará acertar de vez em quando, terá que acertar sempre ou para usar um jargão conhecido – “matar um leão por dia”.

Três pontos fundamentais passam a ser exigidos para este profissional do futuro: primeiro, o desafio que estimula as pessoas a lutar por alguma coisa; segundo, o resultado que dá a sensação de vitória e autoconfiança para continuar adiante. Em terceiro, a autorresponsabilidade, ou seja, a capacidade de corrigir erros cometidos e comemorar as vitórias.

Os trabalhadores da “Era dos Sem-emprego” terão de ser versáteis, multifuncionais e polivalentes. Por isso, é muito mais importante investir em uma preparação muito mais ampla que a usual para a ficção do emprego permanente. Este novo trabalhador também deverá pensar mais do que em sua experiência profissional e nos idiomas que fala, até porque, saber mais de uma língua será necessidade comum para todos os concorrentes.

Até mesmo o tradicional currículo profissional terá que ser revisto. O velho relatório de experiências e atividades passará a funcionar como um verdadeiro instrumento de publicidade: vendendo para quem o lê, todas as características, vantagens competitivas e pontos fortes do candidato a sem-emprego.

A fórmula para acertar nesse cenário, é aproveitar a oportunidade e estabelecer uma meta de crescimento e quando ela for atingida, planejar vôos mais altos. O vínculo do próximo século deverá ser com o trabalho que cada um sabe fazer, e não mais com o emprego ou com um empregador. Os empregos,de fato, estão desaparecendo

 


Jack definitivo, o manual do CEO

Março 25, 2009

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“Nunca faça concessões que contrariem sua capacidade de ser você mesmo, nem pelo melhor cargo do mundo”

Terminei de ler o Jack Definitivo, autobiografia do ex-CEO da General Electric ontem. Um grande livro não só no tamanho (+ de 500 páginas) mas também no conteúdo extremamente relevante. Mereceu, inclusive, uma revisão e um breve resumo dos meus pontos preferidos num caderno novo que tenho em casa.

A GE é uma empresa gigantesca com negócios que variam de motores de aviões, canais de TV, cartões de crédito, geladeiras e antigamente até mesmo torradeiras elétricas (na década de 80 a primeira geladeira dos meus pais era uma GE vermelha, horrível). Esse colosso dos negócios foi comandado por Welch de 1980 a 2000.

Uma das coisas que mais me chamaram a atenção no livro é a cultura do mérito implantada por Welch na GE. Será que daria certo numa empresa brasileira criar o procedimento de demitir todos os anos os 10% de pior desempenho sem discussão, sem justificativas só com base no resultado puro e seco? Eu acho que a perspectiva paternalista dos nossos funcionários iria fazer a maioria sofrer um bocado… alguém conhece alguma experiência assim nas empresas brasileiras?

Se funcionou na GE, funcionaria aqui?

O melhor do “manual” é que apesar de Jack ter sido um executivo brilhante o cara faz questão de mostrar no livro que ele é de “carne e osso” e revela  trapalhadas homéricas como a explosão do telhado de uma das fábricas da GE enquanto ele fazia experiências no laboratório no início de sua carreira, ou em outra ocasião em que ele troca uma das cartas-propostas de negócio a serem entregues aos japoneses da Mitsubishi e por pouco não bagunça todo o fechamento do negócio.

Justamente no episódio da explosão da fábrica, vai uma aula de liderança não de Jack, mas do superior dele que nas reflexões do maior executivo do mundo ficaram assim:

“Quando as pessoas cometem erros, a última coisa de que precisam é de ação disciplinar. O momento é de encorajamento e de reforço da autoconfiança. A tarefa é restaurar a auto-estima (…) humilhar alguém em um momento de fraqueza pode empurrar a pessoa para o que chamo de vórtice da GE. É algo que acontece em qualquer lugar. Percebe-se o vórtice quando os líderes perdem a autoconfiança, entram em pânico e se afundam no barco da dúvida em relação a si próprios.”

Jack teve quatro grandes iniciativas nos vinte anos em que comandou a GE: implantou o maior programa de qualidade da história da empresa, o Seis Sigma; Globalizou a empresa tirando os americanos e colocando gente do mundo inteiro para ocupar os cargos de liderança; Entrou no negócio de serviços (se eu fabrico os motores porque também não faço a manutenção deles?) e nos últimos anos entrou no mundo dos negócios via e-business. No auge da sua expansão a GE comprava uma empresa à cada quatro dias!

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Jack é um cara impaciente. Ele gosta de trabalhar muito, de ver resultados rápidos e sem burocracia. Daria um ótimo consultor pra fazer prefeituras e assembléias legislativas funcionarem. Uma das iniciativas mais curiosas de Welch se chama WORK OUT, uma forma rápida de incentivar a que os problemas sejam resolvidos por quem está mais próximo dele – usar a inteligência do trabalhador pra desenvolver soluções sem ensebar o processo com reuniões intermináveis ou com gerentes que não sabem as reais dificuldades da coisa toda (Se você já ouviu falar da Semco e do Semler isso não vai soar estranho).

O melhor da festa, JW deixou pra um dos últimos capítulos do livro quando ele faz um balanço do que é ser o presidente de uma empresa como a GE e manda uma receita de CEO. Confira:

- Seja íntegro, sempre;

- Dê o tom (o seu afinco e sua forma de tratamento serão imitados);

- Maximize o intelecto, colha as melhores idéias e espalhe-as. A GE apesar de conglomerar centenas de empresas e milhares de negócios em seu portfolio procura soluções o tempo todo no Google, na Microsoft e em diversas outras empresas fora do seu núcleo de negócios;

- Crie uma atmosfera informal;

- Comemore! Garanta que a sua equipe se divirta enquanto produz;

- Diferencie: premie os de melhor desempenho e erradique os de pior desempenho;

- Avalie o tempo todo!;

- Faça trabalho de campo, sempre. Sedes não produzem nada, escritórios não revelam o que pensa o seu cliente ou o consumidor do seu produto. Vá pra rua descobrir o que eles pensam, vá pra fábrica ver a coisa acontecer;

- Estratégia, ações e iniciativas devem ser comunicadas continuamente;

- Compreenda onde a empresa agrega mais valor e concentre ali os mais brilhantes;

- Gerencie de perto quando sentir que vai fazer diferença. Gerencie de longe quando não tiver nada a acrescentar;

E o principal pra mim e pra você: Trabalhe duro se você deseja ser o melhor.

Jack Definitivo tá aprovado mas ainda não acabou. Ontem mesmo já comecei a ler o  Executivo do século de Robert Slater - acho que ainda dá pra aprender mais um pouco com o professor Welch!

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Peça Demissão e vá trabalhar! Só me interessa isso.

 

 


Blog marketing

Fevereiro 1, 2009

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Blogs tem sido ferramentas muito utilizadas por algumas empresas pra interagir com o público consumidor, fornecedores e sociedade. Usando uma palavrinha comum no mundo do business: “stakeholders”, eu diria que blogs corporativos são excelentes ferramentas promocionais pra um ‘troca-troca’ de figurinhas com os “stakeholders” que cercam a sua empresa.

Isso não é algo feito à toa. Além de criar uma imagem muito superior de transparência e interatividade com essa turma toda, já que você tem que abrir o jogo sobre os assuntos da empresa e ler as pauladas e/ou elogios nos comentários, blogar pode ser também uma importante ferramenta de endomarketing, que é o marketing voltado pra galera que tá dentro da empresa (a qual você também precisa correr atrás pra vender as suas idéias).

Essa idéia de vender pra galera que tá dentro da empresa através de um blog é abordada pelo professor americano Jeremy Wright, autor do livro BLOG MARKETING através de oito passos básicos de criação de um blog interno. Eu não vou mencionar aqui os oito passos do professor Wright, mas destaquei no fim do post alguns pontos levantados por ele e que me chamaram a atenção.

Eu ainda não conheço empresas brasileiras que tenham um blog interno voltado pros funcionários, mas que a idéia é interessante ela é, pelo compartilhamento da informação e pela possibilidade de novas idéias se espalharem e serem aperfeiçoadas através dos comments de quem tá lendo o blog. Já pensou no poder de ação que as demandas geradas em uma reunião podem ter se colocadas online? Como todo mundo lendo e podendo melhorar estas idéias dentro do prazo acertado?

Segundo alguns conselhos do professor Jeremy Wright, use o “endoblog” pra o seguinte:

- Use o blog como ferramenta de marketing interno! Divulgue ações do RH, políticas de bem estar da empresa, metas, gráficos de desempenho comercial e toda informação que gere a perspectiva de um reflexo positivo na empresa.

- Use-o como espaço para criar e dinamizar idéias com a participação de todos os funcionários! Abra espaços e forúns democráticos! Envolva as pessoas nas metas! Compartilhe projetos!

- Divida a informação sobre projetos que estão em curso! A grande sacada sobre um produto pode vir da opinião da recepcionista ou da ótica de um colega de trabalho de outra área diferente.

- Incentive a formação de equipes livremente formadas à partir da participação no blog! Crie as equipes de redução de custos, a equipe dos que pensam em melhorar o relacionamento com o cliente, o time dos entusiastas por novos tipos de treinamentos – envolva-os!

O blog veio pra ficar e saber utilizá-lo na sua empresa é o primeiro passo pra ver muita coisa nova acontecer.

Eu acredito que daqui pra frente, no mundo das empresas modernas, tudo o que se referir a JOGAR LIMPO e SER AUTÊNTICO vai ser um grande diferencial nos negócios e na sua equipe.

Você acredita também? Então mete bala e bloga!

 


Depois da universidade…. a consciência

Janeiro 20, 2009

tirinha9191

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