A era dos sem emprego

abril 19, 2009

do Canal Executivo do UOL por Walter Toledo Silva

O século XXI trouxe-nos inúmeras vantagens tecnológicas. Mas, como toda causa produz um efeito, as conseqüências desses avanços começam a ser sentidos por trabalhadores, empresas e governos. Estamos entrando na “Era do Não-Emprego”, como previa o autor americano Jeremy Riffkin. A tecnologia está fazendo com que os profissionais mudem seus hábitos e sua forma de pensar o trabalho. Os empregos tradicionais serão rapidamente transformados em história do passado. Seremos cada vez mais fornecedores de trabalho, com ou sem vínculo empregatício.

A cada dia, o trabalho passa a ser realizado pela categoria dos “profissionais sem emprego”. Na prática, sempre existirá muito trabalho para aqueles que souberem enxergar-se como fornecedores ou prestadores de serviços, aqueles que oferecem soluções para demandas ainda não plenamente atendidas. Aqueles que estiverem em condições de oferecer instantaneamente o conhecimento e habilidades necessárias, pelo tempo em que estas forem requeridas pelas organizações. Diferente do atual conceito de desempregado, os sem-emprego são “trabalhadores just-in-time”.

Voltemos aos primórdios da Revolução Industrial para que possamos entender a atual transformação do mercado de trabalho. Durante um certo período, o trabalho, que era empacotado em linhas operacionais adaptadas ao novo tipo de espaço produtivo, passou a oferecer grande número de vagas formais, principalmente com o surgimento das grandes companhias e suas imensas áreas burocráticas. Em nosso tempo, esses grandes espaços produtivos estão se encolhendo cada vez mais para atender a novas realidades econômicas e o trabalho está, mais e mais, sendo realizado por pessoas que não fazem parte do quadro fixo das empresas.

O profissional do futuro, daqui por diante, será aquele que melhor souber enfrentar turbulências, aquele que melhor se adapte às novas realidades e exigências do mercado. Quebrar paradigmas será uma necessidade vital para sua sobrevivência. Se atualmente já está difícil uma boa colocação para quem está preparado, o que não dizer para o despreparo da maioria. A estabilidade como se conhece hoje, não mais existirá. O funcionário será estável enquanto for necessário em sua função. Quando não mais o for, a estabilidade se quebrará tornando-o descartável.

Certamente, nossa sociedade terá que se preparar para os novos tempos, reorganizando leis trabalhistas e reformulando a própria educação para formar profissionais mais aptos a esse novo mercado. Empresas e organizações só sobreviverão se puderem contar com os melhores recursos humanos, disponíveis a cada momento, dentro de um cenário de demandas que mudam com velocidade inédita. Cada habilidade precisará ser aperfeiçoada para mostrar competência nesses novos tempos. Também está surgindo o estilo coaching de administração – empresas com forte característica de “times de sem-empregos”.

As que forem pró-ativas, rapidamente adotarão o novo modelo. Para ter sucesso em sua carreira, o profissional deverá deixar de pensar como empregado e passar a se comportar como se fosse um prestador de serviços, contratado por tarefas. Não bastará acertar de vez em quando, terá que acertar sempre ou para usar um jargão conhecido – “matar um leão por dia”.

Três pontos fundamentais passam a ser exigidos para este profissional do futuro: primeiro, o desafio que estimula as pessoas a lutar por alguma coisa; segundo, o resultado que dá a sensação de vitória e autoconfiança para continuar adiante. Em terceiro, a autorresponsabilidade, ou seja, a capacidade de corrigir erros cometidos e comemorar as vitórias.

Os trabalhadores da “Era dos Sem-emprego” terão de ser versáteis, multifuncionais e polivalentes. Por isso, é muito mais importante investir em uma preparação muito mais ampla que a usual para a ficção do emprego permanente. Este novo trabalhador também deverá pensar mais do que em sua experiência profissional e nos idiomas que fala, até porque, saber mais de uma língua será necessidade comum para todos os concorrentes.

Até mesmo o tradicional currículo profissional terá que ser revisto. O velho relatório de experiências e atividades passará a funcionar como um verdadeiro instrumento de publicidade: vendendo para quem o lê, todas as características, vantagens competitivas e pontos fortes do candidato a sem-emprego.

A fórmula para acertar nesse cenário, é aproveitar a oportunidade e estabelecer uma meta de crescimento e quando ela for atingida, planejar vôos mais altos. O vínculo do próximo século deverá ser com o trabalho que cada um sabe fazer, e não mais com o emprego ou com um empregador. Os empregos,de fato, estão desaparecendo

 


Nove entre dez perguntas depois que eu criei o blog

março 19, 2007

interrogacao.gif                                                   

Você não precisa pedir demissão da empresa onde você trabalha pra entrar na filosofia do blog… eu achei muito interessante alguns questionamentos que recebi por e-mail, mas a idéia não é essa.

O blog trata de empreendedorismo sim. Empreendedorismo pessoal e diário.

Você pode empreender na empresa onde você trabalha, fora dela ou as duas coisas (que é o que eu sempre espero fazer).

A idéia é que quem empurra as coisas com a barriga está empregado. Você pode até mesmo ter a sua empresa e continuar sendo empregado se a sua mentalidade é empreender em algo com um único objetivo: ganhar dinheiro.

Eu penso que no mundo que vale à pena viver não existe mais lugar pra gente assim.

Quem trabalha de verdade, inspirando equipes, criando coisas novas e fazendo a diferença na vida das pessoas está trabalhando. Por isso eu digo pra você: demita o emprego e contrate o trabalho.

Abraço forte,

EDUARDO TAVARES


O que é emprego e o que é trabalho?

março 18, 2007

Emprego segundo o Aurélio é você se ocupar de algum serviço.

Trabalho segundo o mesmo Aurélio tem a ver com objetivo, com estar em movimento… com estar em “funcionamento”.

Emprego é o que um jovem recém formado em biologia busca quando escolhe fazer o concurso da Polícia Rodoviária Federal. Emprego é o que acontece quando o recém formado em química opta por ser auxiliar de escritório do IBGE ou quando você acha que as coisas não acontecem pra você na empresa porque ela não te diz que pós graduação você deve fazer, em que curso você deve se matricular ou em que novo projeto você deve se envolver e você tá parado no tempo, sentado na cadeira esperando alguma coisa cair do céu pra mudar a situação.

Se você se enquadra no caso acima camarada… você não tá trabalhando, você tá empregado! E quem trabalha de verdade, sabe do que eu tô falando e sabe que de trabalho pra emprego, a coisa muda um bocado.

Trabalho é quando o cara tem um propósito naquilo que faz, tem metas bem definidas de onde quer chegar e acredita que o seu ofício é a forma mais nobre de ele melhorar o mundo e melhorar a vida das pessoas.

Trabalho é pra quem acredita em si… emprego é pra quem acredita nos outros.

Trabalho é movimento, emprego é estático.

Trabalho é UP, emprego é DOWN.

O maior desafio da geração que trabalha é fazer a geração que está empregada entender que as regras de antigamente nao valem mais para hoje se você quiser construir algo de relevante pro futuro. A coisa toda mudou, as regras mudaram e por mais que você insista em escolher ser aquilo que nada tem a ver com você por causa do status, do salário ou da estabilidade você vai estar perdendo um pedaço importante da vida que é o de fazer diferença pro mundo… e pra você.

Da próxima vez  em que você pensar em emprego, não pense em emprego. Pense em trabalho! Pense em construir coisas que o tornem relevante para as outras pessoas.

Faça mais todo dia… sem exceção.

Peça demissão todo dia do seu emprego pra começar um novo dia de trabalho.

Abraço forte,

.

.

EDUARDO TAVARES


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.