O mapa do tesouro pra 2009

Dezembro 31, 2008

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“O homem tem tudo em suas mãos e se deixa escapar é porque tem medo” (um provérbio lá da Rússia).

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Todos os anos antes do dia 31 de dezembro terminar, eu sento na mesa da sala, rabisco um papel e depois mando pro Excel o meu mapa do tesouro pra o ano que vai começar.

Eu chamo de mapa do tesouro o meu planejamento pra o ano novo. Eu traço um mapa com tudo aquilo que eu quero começar, continuar ou concluir e quando já é dia em primeiro de janeiro, eu sei exatamente atrás de quê eu tenho que começar a correr pra fazer a coisa acontecer.

O meu segredo é planejamento, botar no papel as coisas que eu quero, as coisas em que preciso melhorar e me imagino com tudo isso concluído em dezembro do ano que ainda vai começar.

Você nunca vai me ouvir lamentar que o ano foi ruim ou que eu não consegui isso ou aquilo depois que o ano acabou.  Vencer começa na planilha, começa na mesa da sala rabiscando um pedaço de papel safado que é na verdade, o meu passaporte pra um ano ” du cá***”. 

Pra você começar bem o ano, siga o meu exemplo e bote no papel tudo aquilo que você deseja e acredita. Durma com o papel dobrado embaixo do travesseiro ou deixe o arquivo bem visível na área do desktop do seu laptop. Divida o seu planejamento por áreas da sua vida e discorra ao máximo sobre a sua vida profissional, acadêmica, seus projetos pessoais, seus planos pra uma vida saudável e as formas de como você pretende ajudar as pessoas no ano que vai começar.

Pra 2009 o grande destaque do meu planejamento tá nessa área: a forma como eu pretendo ajudar as pessoas.

Eu irei procurar 12 grandes histórias de gente que precisa de ajuda. Eu vou mudar o rumo da história de alguém todo mês à partir da minha interferência. Ainda não tá muito claro pra mim a forma como isso vai acontecer, mas à partir de janeiro eu já começo a prestar atenção em quem tá por perto pra começar a agir e a contar as histórias aqui no blog.

Outro desafio grande tá na minha vida profissional – tenho que fazer algo desafiador nessa área, algo que me dê orgulho e gere referências positivas no futuro. Isso não implica em permanecer na mesma empresa ou tentar consolidar coisas que comecei em 2008. É dinamite pura. Jogar uma bomba e zerar o cronômetro no dia 5 que é quando o rock começa.

No mais tá incluído fazer mais exercícios, se alimentar melhor, consolidar o networking e investir mais em preparação acadêmica. Preciso me tornar professor logo e começar a influenciar gente!!

Aos amigos que PEDIRAM DEMISSÃO E FORAM TRABALHAR em 2008 o meu abraço apertado. A quem se indignou com a desonestidade nas pequenas coisas o meu beijo.

Emprego é DOWN, Trabalho é UP!

O mundo gira por causa de vocês.

ROCK UP YOURSELF !!!

FELIZ 2009!


Quando for a sua vez de comandar a equipe…

Novembro 25, 2008

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ATITUDE

Os problemas devem terminar em você, não dá pra repassar pra ninguém. Você é o criador de soluções ou o facilitador de situações pra que as dificuldades deixem de existir.

RELACIONAMENTO

Acostume-se a não ter amigos ou tê-los bem poucos. Um comentário ou observação maldosamente interpretado em um happy hour da empresa pode colocar todo o trabalho a perder.  Você está só na maioria das situações e nunca deve deixar totalmente claro aquilo que você pensa.

COMPORTAMENTO

Tudo o que você faz emite um sinal. Você é um semáforo (consciente ou inconsciente) transmitindo, à partir da sua atitude, instruções para a equipe parar, ter atenção ou prosseguir.

FIRMEZA

Não se importe em ser mal interpretado como grosseiro quando você precisar agir com um pouco mais de energia pra resolver um problema. Em algumas situações, essa será a única linguagem em que você se fará entendido.

BUSINESS

Tá valendo a máxima de Dom Vito Corleone – “Nada é pessoal, só negócios”. Demita quando achar que o trabalho não tá rendendo. A saúde do negócio tá em primeiro lugar.


Enquanto eles estudam a gente fica jogando bola

Outubro 15, 2008

Nas últimas semanas o mundo ficou conhecendo os vencedores dos prêmios Nobel da Paz, Literatura, Física, Química, Medicina e Economia. Os mais populares costumam ser os laureados com o prêmio da Paz, Literatura e Economia, geralmente mais acessíveis ao grande público que compra livros e lê jornais e artigos, já que os demais são sempre pesquisadores que não costumam aparecer muito na mídia.

O prêmio começou em 1901 por iniciativa do milionário sueco Alfred Nobel para premiar iniciativas e atitudes em prol da humanidade. Conta a história que Nobel, inventor da dinamite, estava profundamente desgostoso com o uso militar dado à sua invenção e que a herança deixada por ele no valor de 32 milhões de coroas suecas (1895) seria uma compensação pelo mal causado pela utilização militar dos explosivos. O prêmio foi a melhor forma encontrada por ele para recompensar os feitos daqueles que se destacaram ao longo do ano em áreas estratégicas para a humanidade.

Tradicionalmente os premiados vão pra Suécia e lá recebem uma medalha de ouro, um diploma e uns 10 milhões de coroas suecas (com um dólar se compra de sete a oito coroas suecas) como prêmio.

É uma forma interessante de recompensar quem trabalha pra melhorar o planeta e a vida das pessoas, muito embora, em alguns momentos, as escolhas costumem ser políticas o suficiente pra causar um certo “pé atrás” com as decisões da Real Academia da Suécia. Fato conhecido foi o do escritor francês Jean Paul Sartre que em 1964 recusou o prêmio de Literatura.

Uma pergunta muito comum pra quem tá por fora do prêmio Nobel é: E O BRASIL JÁ FOI PREMIADO?

Foi nada. Ainda não.

Todo ano dizem que tem um brasileiro que foi cotado pra isso, pra aquilo mas a gente nunca leva. Nunca, nunca.

Isso me preocupa um bocado e me lembra uma história que aconteceu comigo quando eu estive no Chile em 2006. Eu estava no aniversário de uma amiga chilena e conversava com os amigos dela na sala enquanto observava um grupo de garotos chilenos olharem espantados pra mim e dizerem:

- Pôxa! Deve ser muito bom morar num país que sempre vence no futebol! Cinco Copas do Mundo! Uau! Aqui nos comemoramos uma barbaridade quando conseguimos nos classificar pra um Mundial e vocês na maioria das vezes sempre levam o título!

Aí eu rebati dizendo que eu admirava muito o Chile já que eles tinham 2 prêmios Nobel de Literatura enquanto nós, brasileiros, não tínhamos nenhum. Logicamente fazendo referência aos prêmios de 1945 da escritora Gabriela Mistral e ao de 1971 do poeta Pablo Neruda.

Conversa vai, conversa vem a Carla Vargas, minha amiga chilena que escutava a conversa de longe veio e concluiu:

- É que enquanto eles ficam jogando bola a gente costuma ficar estudando.

E eu calado decidi correr pra mesa e cantar logo o “Cumpleaños feliz” pra aniversariante, pegar minha fatia de bolo e encerrar aquela conversa logo.

Êta Brasil danado!


11/9

Setembro 9, 2008

Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhatan.” Elegia 1938, Carlos Drummond de Andrade.

Daqui a três dias completam-se sete anos do atentado que destruiu às torres gêmeas do WTC em Nova York.

Eu fico aqui imaginando o que é sair pra trabalhar de manhã, olhar pra cidade onde você mora e ver duas torres grandes, gigantes lá no lugar… depois voltar de meio dia, olhar de novo e não encontrar mais nada. Completamente louca uma coisa dessas, concordam?

Nessa época do ano, a imprensa consegue transformar o atentado do WTC numa verdadeira comoção mundial a ponto de todo mundo se perguntar: “O que foi que eu tava fazendo em 11 de setembro de 2001?”

Eu saí pra cobrar uns clientes inadimplentes do Banco de Microcrédito onde eu trabalhava numa periferia chamada Lagoa Redonda. Cara! Poderia estar começando a terceira guerra mundial naquele dia, mas meu chefe queria porque queria uma carteira ativa de clientes muito mais saudável do que a que eu tava oferecendo pra ele e mesmo dando uma espiada na TV dos botecos pelo meio do caminho, a verdade é que eu tava preocupado mesmo era com o meu trabalho.

A verdade é que eu nunca entendi direito porque o 11 de setembro virou uma comoção mundial. Pra você ter idéia, em qualquer cidadezinha do interior do Brasil era possível encontrar um padre querendo rezar uma “missazinha” em prol das vítimas do atentado do WTC sem sequer saber pronunciar direito a palavra “Nova York”.

Nos ambientes cobertos pela imprensa, como é o caso das grandes catedrais da capital paulista, as celebrações religiosas pomposas ocupavam fartamente os noticiários e eu nunca entendi direito porque ninguém nunca fez um “cultozinho” pelas crianças mortas de fome no Sudão, pelos mutilados na guerra civil em Angola ou qualquer ato em memória das mulheres violentadas na guerra da Bósnia.

Estranho né?

O 11 de setembro fez o século começar cedo, deixou as passagens de avião bem mais caras e a burocracia bem maior nos aeroportos. Mudou as relações internacionais ocidente-oriente, matou três mil inocentes, ferrou o Talibã e de quebra levou o Saddan que foi encontrado no buraco, literalmente depois “ir” pro buraco.

Mas a data não foi (é) só isso.

Essa é também a data típica do brasileiro babaca, colonizado e ingênuo que lembra do 4 de julho e esquece que ontem foi 7 de setembro.

Onde essa coisa toda vai parar ou vai continuar depois das eleições americanas é pro brazuca babaca que fica se lamentando porque o título de eleitor dele não dá direito a escolher entre Barack Obama ou John McCain.

11 de setembro é uma data pra trouxa se você é brasileiro e mora fora do território dos cinquenta estados americanos. Fazer dessa data um mote recordativo é atestado de babaquice colonialista.

Em setembro de 2001, o jornal “The New York Times” anunciou a morte de 2950 pessoas no maior atentado terrorista da história dos Estados Unidos.

Em setembro de 2008, a organização PE BODYCOUNT anunciou que no estado onde eu moro, já morreram 2998 pessoas assassinadas em assaltos em semáforos, brigas de trânsito ou balas perdidas nos diversos bairros da cidade.

Próximo dia 11 eu sei exatamente o que eu tenho que lamentar e fazer pra lutar contra os terroristas que falam português e não árabe. O estrago que eles causam pra mim é bem maior, tá cheio de terrorista aqui.

Lembrar o 11/9 é pra brasileiro otário.


O Brasil que não lê – números

Julho 26, 2008

Adaptado do texto – Ler: prazer ou dever? de Roberto Pereira, ex-secretário de educação de Pernambuco.

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No Brasil 77 milhões de pessoas afirmam não gostar de ler, segundo o Instituto Pró-Livro em pesquisa de maio de 2008;

As principais razões para os não habituados à leitura são: 17% lêem muito devagar; 11% não tem paciência pra ler; 7% não compreendem o que lêem; 7% não conseguem se concentrar pra ler.

O IBOPE afirma que o brasileiro lê em média 4,7 livros/ano e compra 1,2 exemplares por ano.

Quando perguntada sobre o que prefere fazer em seu tempo livre, a maioria da população opta pela televisão (77%). A leitura foi citada como a quinta opção dos entrevistados atrás de hábitos como ouvir música, rádio e repousar.

O Brasil tem 18% de analfabetos segundo dados de 2006 do IBGE;

Entre os leitores que dedicam o seu tempo pra ler, 27% lêem revistas semanais e 20% jornais diários. Os livros ficam com 14% da fatia restante.

No Brasil existem 2008 livrarias para 186 milhões de brasileiros. Paris possui 2000 livrarias para 3 milhões de habitantes.

O Brasil possui 500 editoras que produzem anualmente 35000 títulos e 300 milhões de exemplares.

A pesquisa do Instituto Pró-Livro também afirma que o prazer de ler está muito mais ligado à literatura infantil enquanto o universo adulto é dominado pela leitura obrigatória aos estudos e a profissionalização.

Porque a gente lê tão pouco por aqui?


Tudo o que eu considero indispensável

Julho 6, 2008

TUDO o que dá certo pra mim e tudo o que eu considero indispensável funciona à partir de PESSOAS, LIVROS e EXPERIÊNCIAS

A minha receita diz que você deve:

Selecionar as MELHORES PESSOAS pra conviver com você. Seja amigo das empreendoras, das que acreditam no valor do trabalho honesto e bem feito e em que se é possível sempre aprender algo. Almoce com elas, beba com elas, ligue depois do expediente, troque emails, tire dúvidas e nunca as perca de vista.

Ler somente os melhores LIVROS. Sempre que você ouvir que um livro fez muita diferença na vida de alguém procure conhecer o livro. LER é a forma mais revolucionária de mudar as suas opiniões, construir idéias novas e ampliar a sua visão de mundo.

Viver EXPERIÊNCIAS NOVAS. Não se furte de conhecer gente diferente, comidas diferentes,  hábitos, pensamentos novos ou cidades diferentes…  leia revistas que você nunca leu, vá andar a pé pra conversar com gente que você nunca viu antes, frequente festas de gente diferente ou lugares que você nem sabia que existiam  na sua cidade.

PESSOAS! LIVROS! EXPERIÊNCIA! São os mandamentos que eu sigo pra TUDO dar certo.

DO IT GUY!


Um ótimo jornal pra limpar a bunda

Junho 26, 2008

Tem alguma coisa errada com um país onde 99% dos universitários tem o único e exclusivo pensamento de passar em um concurso público pra qualquer coisa.

Repeat: QUALQUER COISA.

TRABALHO é algo muito maior do que ter um emprego, salário ou estabilidade à vida toda pra parasitar o Brasil.

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Limpe a bunda com a FOLHA DIRIGIDA.

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Peça Demissão e vá trabalhar!


1 ano do Blog

Abril 16, 2008

Hoje, dia 16, o PEÇA DEMISSÃO E VÁ TRABALHAR! completa 1 ano no ar.

Com a finalidade de colocar em pauta tudo o que puder sacudir o seu desenvolvimento pessoal e principalmente de incentivar você a trabalhar duro pra fazer diferença na empresa onde você trabalha e no país onde você mora, O PDVT completa um ano com quase 43.000 visitas.

Aproveitando o clima de comemoração, eu convido vocês a lerem os dois posts mais lidos do blog:

O que é emprego e o que é trabalho? – com um total de 1183 visitas e o post Minha pátria é o Planeta Terra – com um total de 1148.

O blog já me rendeu artigos para jornais, entrevistas e dezenas de novas amizades virtuais espalhadas pelo Brasil trocando idéias, batendo papo, batendo boca e fazendo o mundo entender que as pessoas precisam de uma carreira e não de um emprego.

Blogar é a minha forma preferida de atacar tudo aquilo que eu mais odeio. É a minha maneira de exaltar os melhores do mundo!

Emprego é DOWN, Trabalho é UP!

Peça Demissão e vá Trabalhar! – 1 ANO NO AR!


São as atitudes que escrevem a nossa história e não as nossas expectativas

Março 28, 2008

O texto abaixo de autoria de César Ribeiro é a dica da Kátia Leite, aluna da pós em gestão de pessoas e uma das participantes da palestra Motivação: você ditando as regras da sua própria carreira, ministrada ontem na ESURP. Valeu pela dica Kátia!   

A construção do sucesso 

O pensamento do sucesso começa com idéias, sonhos, atitudes, educação e planejamento.

Tem muita gente que defende a idéia de que para alcançar o sucesso profissional bastar querer e querer intensamente. É isso, provavelmente, a primeira atitude de um vencedor.

Mas de nada vai adiantar desejar, se os planos não saírem do papel. Grande idéias nascem e morrem todos os dias por falta de um plano de ação que dê sustentação a elas. São as atitudes que escrevem a nossa história e não nossas expectativas.

Muitos dos que fazem sucesso afirmam todos os dias que não ficam esperando o sucesso bater às suas portas. Gosto sempre da afirmação do Abílio Diniz: “Enquanto alguns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo para fazê-lo”. Ninguém chega onde quer chegar profissionalmente por um golpe de sorte.

Foi-se o tempo em que um currículo recheado de excelentes universidades e MBAs eram certeza de boa colocação profissional.

Não faltam exemplos, hoje, de pessoas com cursos, digamos aqui, apenas razoáveis, que conseguiram encontrar o caminho do sucesso até com mais solidez do que outros que vieram de grandes escolas.

Não há crítica aqui ao conhecimento ou a qualidade real das grandes escolas, mas sim a atitude do ser humano ou a falta dela. A diferença está nas decisões e na postura que a pessoa toma diante da vida.

A maior carência do mundo profissional não é de conhecimento e sim de atitude. As pessoas sabem o que tem de fazer, mas não fazem.

(…) O ser humano é o animal mais frágil do planeta. Ele só consegue ter força quando se une aos seus pares. Essa é uma visão filosófica, mas também muito utilitária. Mas é preciso sair do discurso para a ação. Não basta apenas trocar cartões. É necessário cultivar amizades e estabelecer vínculos. Não basta rezar, é preciso ir ao encontro de Deus!

E quando você estiver no topo, lembre-se das palavras do dramaturgo americano Wilson Mizner: “Seja simpático com as pessoas à medida que você for subindo, porque você encontrará com elas a medida que você descer”. Ou seja, humildade não faz mal a ninguém.

 


Sobra boa vontade. Falta planejamento.

Fevereiro 23, 2008
É muito comum no ambiente da empresa algumas decisões se revelarem a maior furada. Isso acontece na maior parte das vezes pelo fato de o responsável por estas decisões resolver fazer isso sem o mínimo de critério, sem o mínimo de pesquisa e portanto, não obtendo o mínimo de retorno.
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A maior parte das micro e pequenas empresas brasileiras fecham cedo porque antes de pensar num plano de negócio o proprietário estava assinando o contrato de aluguel do ponto comercial, contratando gente e comprando mercadoria. Na maioria das vezes sobra boa vontade e motivação pra empreender, mas falta planejamento.
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Isso não soa muito estranho num país onde a maior parte das pessoas que compram um carro zero pensam primeiro em qual será o aparelho de som que vão botar no carango à pensar em qual empresa seguradora irão contratar pra segurar o carro.
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Se você pretende iniciar um negócio eu diria que no mínimo (“no mínimo”) você deve: conhecer os seus concorrentes, estudar a localização do seu ponto comercial, entender bem como vai funcionar o seu canal de distribuição, fazer os primeiros contatos com seus futuros fornecedores, pensar em marketing e entender bem qual é a necessidade do mercado que você pretende atender – isso tudo deve ir pro papel sob a forma de planejamento pra que você possa estudar tudo isso todo dia até cansar.
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Outro equívoco frequente é o das decisões que nunca são baseadas em informações concretas, muito típicas daquele pessoal já estabelecido há um bom tempo e que diante de tanta experiência prática acreditam que ler um bom livro de negócios é uma perda de tempo. É fato que esses empresários criam ações de marketing na empresa sem ter um conhecimento mínimo do público alvo; investem em programas de motivação para os funcionários sem nunca se interessar por viver o dia a dia do pessoal do balcão ou da galera do chão de fábrica e desenvolvem novos produtos sem ter uma idéia objetiva de qual é a necessidade dos clientes. O problema é sempre o mesmo: eles dirigem sem planejamento. Somente o mínimo de empresas tem uma agenda rigorosa dedicada a um planejamento semestral ou anual.
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Você tem um milhão de razões pra especular o porquê as suas vendas aumentaram em determinado mês: sazonalidade, preço baixo, preço premium, ampliação ou mudança nos canais de divulgação do produto, programas de motivação dos vendedores, nova política de prazos, propaganda boca a boca, notinha no rodapé do jornal, falência de um concorrente, etc etc etc…. Entenda o porquê as suas vendas aumentaram e reduza a zero as chances de que elas caiam no mês seguinte.
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Você tem um milhão de razões pra especular o porquê aquele cara contratado pra dar uma super palestra motivacional na sua empresa não conseguiu empolgar ninguém: você pode pensar que a equipe é ruim mesmo e não tem jeito; o cara era fraco; o pessoal tava cansado demais pra absorver alguma coisa naquele dia; as metas não estão muito claras ou então que esse negócio de palestra é a maior furada, motivação mesmo só vem com aumento de salário, etc etc etc… Entenda o porquê sua equipe não decola se envolvendo com ela, fazendo parte do dia a dia do grupo e observando se, na verdade, não é você o cara que tá segurando o rendimento do time. Como você não pode se demitir é importante você começar a mudar – as suas ações só vão ter eco se você souber de onde as causas partiram.
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Você deve ter um MILHÃO de justificativas pra trabalhar só com muita boa vontade e pensamento positivo. Eu, no seu lugar, só precisaria de UMA justificativa pra entender o porquê as coisas acontecem e a forma como eu planejo que elas ocorram na minha empresa.
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Run guy! Now!
O cara responsável por escrever o mapa do tesouro da empresa é você.