Um mundo sem empregos, já pensou nisso?

Um mundo sem empregos é o título do livro escrito em 1994 pelo americano William Bridges e que traz a tona um debate já levantado pelo professor Jeremy Rifkin em seu livro “O fim dos empregos” à respeito do declínio radical no número de vagas de emprego disponíveis nas empresas da economia moderna (só pra vocês terem idéia, a indústria onde eu trabalho há 30 anos atrás empregava 1500 funcionários e hoje emprega somente 100).

jobshift.gifFenômenos como a adesão aos sistemas informatizados, a mecanização da produção, a remuneração por produção, além da terceirização maciça de mão de obra tem feito com que o tradicional modelo de emprego que a gente conhece desde o início do século passado passe por transformações consideráveis na sociedade classificada pelo autor como pós industrial.

O livro é bem compreendido por quem entende que pra sobreviver no mundo de hoje é preciso ir à luta e ter mentalidade de fornecedor de serviços na empresa onde trabalha – o trabalho autônomo no lugar da carteira assinada é uma realidade cada vez mais frequente nos países de economia desenvolvida. A certeza do emprego garantido se esvai após uma reflexão de até que ponto nós estamos realmente prontos pra enfrentar as turbulências do mercado.

Eu selecionei os trechos que mais me chamaram a atenção no capítulo que ele chama de “Um guia de carreira para o trabalhador do século XXI” Confira:

“A estabilidade de emprego está atravessando uma dessas redefinições fundamentais que marca um ponto decisivo nas sociedades. Agora a estabilidade reside na pessoa, e não na posição, e em um grupo de qualidades que nada tem a ver com as políticas ou práticas da organização. De agora em diante, você terá cada vez mais dificuldade para encontrar estabilidade no emprego. No futuro sua estabilidade de emprego dependerá de você desenvolver três características como trabalhador e como pessoa:

1. Empregabilidade:

Sua estabilidade virá primeiro e acima de tudo se você ser uma perspectiva atraente para os empregadores, e essa atratividade envolve ter as capacidades e atitudes que o empregador precisa no momento. Ironicamente, é provável que a necessidade do empregador seja criada pelas próprias mudanças que destruíram a estabilidade do emprego tradicional.

2. Mentalidade de fornecedor:

Ser um empregado tradicional e leal já não é mais uma vantagem. Na verdade, passou a ser uma desvantagem. Por isso, pare de pensar como um empregado e comece a pensar como um fornecedor externo que foi contratado para realizar uma tarefa específica.

3. Elasticidade:

As organizações de hoje operam num ambiente tão turbulento que nenhum arranjo lhes serve por muito tempo. O que você precisará (tanto para organização como para si mesmo) é da capacidade de vergar e não quebrar-se, de prontamente abrir mão do que está superado e aprender o novo, de recuperar-se rapidamente da decepção, de viver com elevados níveis de incerteza e de encontrar sua segurança interiormente, mas do que externamente”.

De agora em diante , por mais que você esteja empregado, você deve se comportar como um empreendedor da sua própria carreira, você agora é um vendedor de serviços profissionais e a coisa agora funciona dessa forma:

“Num mercado você não faz algo porque alguém lhe ordenou ou porque consta na página trinta do plano estratégico. Um mercado não tem fronteiras de emprego. É um lugar onde coisas são trocadas. É uma estrutura dentro da qual compradores procuram aquilo de que precisam. É um lugar onde vendedores vêm para encontrar compradores. Mercados modelam comportamentos e atitudes, da mesma forma que organizações o fazem. Mercados definem coisas em termos de seu valor de troca. As regras do mercado definem como todas as partes envolvidas no intercâmbio podem satisfazer melhor as suas necessidades e atingir seus objetivos”.

“Hábitos de empregado comum colocarão o trabalhador em dificuldades, ao passo que o trabalhador com mentalidade de fornecedor tem uma grande vantagem (…) Mas a boa notícia é o reverso da má notícia: toda mudança cria novas necessidades. Se tudo o que você vê são más notícias, a mudança vai ser sua inimiga”.

 

O que você já está vendo acontecer no Brasil:

*O fim da carteira assinada: os novos empregos quando surgem já nascem na informalidade ou na prestação de serviços como autônomo. Com isso, mais da metade dos trabalhadores brasileiros estão à margem dos direitos trabalhistas ou da proteção de um empregador.

*A reinvenção das profissões: todas as profissões estão mudando ou se extinguindo. Os alfaiates foram substituídos pelas grandes cadeias de varejo, os datilógrafos viraram digitadores.

*As empresas desejam colaboradores e não empregados: o profissional visto como um colaborador é aquele que entende seu novo papel. As empresas valorizam gente que cuida da própria carreira, que abraçam projetos com entusiasmo e está disposta a assumir funções trabalhando com criatividade.

chaplin-modern-times.jpg A lógica do mundo sem empregos não é a de um mundo de zero vagas disponíveis que agora parece começar a se configurar, mas a lógica de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo onde quem não souber vender as suas habilidades e se adaptar facilmente as exigências do mercado vai ficar de fora.

Seja amigo da mudança. As oportunidades daqui pra frente, dependem em grande parte de somente uma pessoa – VOCÊ.

A era industrial acabou. Começou a era da oportunidade.

Leia o livro. Autoavalie-se. Estude.

Peça Demissão e comece a trabalhar.

 

 

 

 

Eduardo Tavares

Missionário do Mundo sem empregos.

Clique aqui para comprar o livro.

 

Uma resposta para Um mundo sem empregos, já pensou nisso?

  1. isaac marques de jesus disse:

    só quero um emprego melhó e muda de vida
    eu quero saber o fucionamento de voçês
    muito obrigado…

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