O Brasil que não lê – números

Adaptado do texto – Ler: prazer ou dever? de Roberto Pereira, ex-secretário de educação de Pernambuco.

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No Brasil 77 milhões de pessoas afirmam não gostar de ler, segundo o Instituto Pró-Livro em pesquisa de maio de 2008;

As principais razões para os não habituados à leitura são: 17% lêem muito devagar; 11% não tem paciência pra ler; 7% não compreendem o que lêem; 7% não conseguem se concentrar pra ler.

O IBOPE afirma que o brasileiro lê em média 4,7 livros/ano e compra 1,2 exemplares por ano.

Quando perguntada sobre o que prefere fazer em seu tempo livre, a maioria da população opta pela televisão (77%). A leitura foi citada como a quinta opção dos entrevistados atrás de hábitos como ouvir música, rádio e repousar.

O Brasil tem 18% de analfabetos segundo dados de 2006 do IBGE;

Entre os leitores que dedicam o seu tempo pra ler, 27% lêem revistas semanais e 20% jornais diários. Os livros ficam com 14% da fatia restante.

No Brasil existem 2008 livrarias para 186 milhões de brasileiros. Paris possui 2000 livrarias para 3 milhões de habitantes.

O Brasil possui 500 editoras que produzem anualmente 35000 títulos e 300 milhões de exemplares.

A pesquisa do Instituto Pró-Livro também afirma que o prazer de ler está muito mais ligado à literatura infantil enquanto o universo adulto é dominado pela leitura obrigatória aos estudos e a profissionalização.

Porque a gente lê tão pouco por aqui?

3 respostas para O Brasil que não lê – números

  1. Luiz disse:

    Uma coisa que sempre me deixa encucado com essas estatísticas é que elas só consideram a leitura de livros. Eu leio poucos livros por um motivo simples: Não sou muito fã de romances. Leio livros teóricos e da minha área quando estou em busca de uma informação específica. Mas adoro ler, leio muitos artigos, todo dia leio muitas notícias, leio muitos artigos da Wikipedia, leio muitos blogs. Isso não é leitura? Só porque eu não paguei por ela e não está tudo encadernado em forma de livro?

  2. Excelente pergunta, Eduardo. A resposta, ao meu ver, é muito simples. O primeiro contato dos jovens com a leitura gira em torno de Castro Alves, Machado de Assis e José de Alencar.

    Não menosprezando a literatura histórica da cultura lusitana, mas pra quem vive na era da internet e da telecomunicação, essas leituras entediam até as formigas. Sem falar de que são leituras extremamente pesadas que deveriam ser reservadas a leitores muito mais experientes e curiosos de viajar de volta para esses tempos.

    Ponha os jovens para ler o Exorcista, O Código da Vinci ou O Manual de São Cipriano e, de repente, como por mágica, os Brasileiros começarão a gostar de ler. O objetivo aqui não é cultural. O objetivo consiste em associar prazer à leitura. E já consegui fazer isso com inúmeros alunos com muito sucesso.

  3. Gisele Oliveira disse:

    Como aluna do ensino médio,concordo plenamente que certas literaturas são muito pesadas e inconvenientes para ínicio do gosto pela leitura.Sempre fui “obrigada” a ler obras pelas quais não me interessava.Mas nunca me ofereceram um livro para trabalho,pelo qual eu tivesse apetidão e interesse a ponto de ler em menos de uma semana…O Brasil tem que tomar gosto pela leitura,mas de maneira diferente e cativante…

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