Como não ser despedido

por Stephen Kanitz

Não há nada mais indigno na vida do que ser despedido por um “consultor”, como no último filme do George Clooney,

“Depois de 25 anos dando duro nesta empresa nem coragem eles têm de me despedir pessoalmente. Quando me contrataram, o Presidente da empresa me badalou, a esposa do presidente telefonou para minha esposa. Agora mandam um consultor que nunca vi na vida”.
Ser despedido no Brasil por um consultor ou por George Clooney é raro, normalmente é uma estagiária do RH de centro esquerda, a mais humana do departamento, do tipo “Eu sei o que o Sr. está sentindo”.

Sabe nada, aos 32 anos nunca foi despedida.

Ser despedido irá marcar o resto da sua vida, poderá gerar depressão, síndrome de pânico, até gerar um câncer devido à queda momentânea do seu sistema auto imune.

Qual o segredo para evitar este trauma inevitável na vida corporativa?

A maioria de vocês será despedida. Após os 60 anos de idade só sobra o Presidente da Empresa, e alguns diretores com 55.

Os 200 estagiários que entraram com você, todos serão dispensados até os 55, com exceção de 5 ou 6. Tem haver com a piramide populacional.

Portanto um dos segredos é saber que isto é inevitável, e que nenhuma empresa tem obrigação de mantê-lo empregado para o resto da vida, como muitos acreditam por conveniência.

Quem tem a obrigação de mantê-lo empregado e empregável é você.

O que você tem que se preocupar é se empresa te pagou bem nestes 25 anos de seu trabalho. Se pagou bem, ela não lhe deve nada. Ela cumpriu o contrato de trabalho.

2 respostas para Como não ser despedido

  1. LVP disse:

    Sugiro ao autor estudar um pouco de Sociologia e conhecer um pouco sobre as questões sociais. Antes tarde do que nunca.

  2. Andréia Loureiro disse:

    Sobre o tema, sugiro um excelente livro chamado Encontrei “o” Emprego, escrito por Sami Boulos Filho publicado pela editora Gente.

    Apesar do título, as estratégias descritas ajudam a encontrar um Trabalho de verdade, o que é muito diferente de encontrar um ‘emprego’.

    Confira o release desse livro:

    Muitas vezes nos encontramos em dilemas difíceis ou até situações profissionais semelhantes a encruzilhadas, em que as piores perguntas começam a pairar em nosso cotidiano. Um momento delicado quando se perde o emprego, ou quando, insatisfeitos com a profissão, procuramos outros rumos na carreira ou até mesmo um plano “B”.

    Buscando soluções para esse período, o livro “Encontrei “O” Emprego” do professor Sami Boulos Filho, pretende ser um tônico contra o desânimo ou um celeiro de boas dicas de um orientador de primeira linha. Como ponto de partida, o autor explica a verdadeira revolução ocorrida no mercado de trabalho nos últimos 20 anos, com profundas mudanças que transformaram de vez a relação – empregado e empresa. “O mundo corporativo tem mudado tão radicalmente que a maioria de nós ainda está tentando entender a situação. Estamos numa fase de transição e assombrados com o que estamos vivendo”, escreve o autor. Ele cita como grande exemplo destes novos tempos o fato de a “empregabilidade” não estar mais garantida – “A ideia de que bastava oferecer lealdade e muita dedicação à empresa para se obter uma carreira segura e estável até a aposentadoria acabou” -, ao contrário do que ocorria até a década de 1970.
    Em consequência desta nova dinâmica que rege as relações empregado-empresa, Boulos Filho afirma que a carreira de um profissional só será bem sucedida, se for conduzida como um negócio e se o profissional “enxergá-la como um produto no mercado.”
    São conceitos novos, examinados atentamente pelo professor. Em oito capítulos, distribuídos em 144 páginas, ele, literalmente, dá uma aula de como buscar o emprego considerado ideal para cada profissional. O capítulo um, por exemplo, é dedicado à análise e avaliação de alternativas de carreira. Um executivo, segundo o autor, tem pelo menos quatro alternativas, do ponto de vista do perfil profissional, para direcionar sua transição de carreira.
    Neste livro, o profissional vai encontrar dicas sobre como selecionar o mercado no qual a sua competência é valorizada. Aprenderá a importância de preparar bem – o que colocar e o que não colocar – o currículo. Neste quesito, o autor faz uma boa observação: “O currículo não tem o objetivo de contar a vida do profissional. É uma peça de marketing e, como tal, tem a função de atrair a atenção de quem está contratando.”
    Outros temas, como estratégia de marketing individual, desenvolvimento de comunicação oral e escrita e preparação para a entrevista, também são tratados com profundidade pelo autor, que produziu um livro interessante e num bom momento: quando o Brasil está saindo da maior crise econômica mundial desde a Grande Depressão, em 1929.

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