As 48 leis do poder e os meus oráculos pessoais

fevereiro 8, 2012
As 48 leis do Poder é um livro de Robert Greene e Jost Elffers. Um dos melhores livros que já li, um best-seller de cabeceira.

O melhor de livros deste tipo é que eles te dão PEGADA pra o que é a VIDA CORPORATIVA DE VERDADE: competição, manipulação de resultados, política, jogo duplo, marketing pessoal e blefe pesado.

São livros que dentre outras coisas te ensinam a devolver a cotovelada no momento certo quando o juiz não tá olhando e ainda escapar sem nem levar um cartãozinho amarelo.

Você deve achar estranho eu estar te falando essas coisas já que a maior parte dos sites e blogs por aí falam de escritórios com bichinhos de pelúcia, compromisso incondicional com a empresa, integridade plena no discurso corporativo, amor pelo cliente, etc, etc, etc. Só que o mundo corporativo não está tão cheio de coisas assim na prática, a não ser no mundo rosinha que funciona até os três primeiros períodos da faculdade quando você ainda é um atabacado que lê revista VOCÊ S.A.

O livro de Greene e Elffers tem quarenta e oito leis práticas devidamente ilustradas por fatos históricos que legitimam o argumento do autor. Dessas leis existem três que são as minhas preferidas. Verdadeiros princípios de vida pra enfrentar o mundo corporativo real:

NÃO CONFIE DEMAIS NOS AMIGOS. APRENDA A USAR OS INIMIGOS.

”Cautela com os amigos. Eles o trairão mais rapidamente, pois são com mais facilidade levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos. Mas contrate um ex-inimigo e ele lhe será mais fiel do que um amigo, porque tem mais a provar. De fato, você tem mais a temer por parte dos amigos do que dos inimigos. Se você não tem inimigos, descubra um jeito de tê-los” 

SEJA OUSADO

”Inseguro quanto ao que fazer, não tente. Suas dúvidas e hesitações contaminarão seus atos. A timidez é perigosa: melhor agir com coragem. Qualquer erro cometido com ousadia é facilmente corrigido com mais ousadia. Todos admiram o corajoso, ninguém louva o tímido”.

OCULTE AS SUAS INTENÇÕES

”Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções será tarde demais.

Os motivos são muitos pra eu ter escolhido estas três leis.

O que eu posso dizer é que existem alguns livros e filmes que são verdadeiros ”oráculos” ao qual periodicamente você tem que se ”consultar” pra não perder a malícia.

Eu resolvi compartilhar os meus ORÁCULOS PESSOAIS com vocês aqui no Blog:

NÃO PASSE PELA VIDA SEM LER:

As 48 leis do poder (Greene e Elffers);

O poderoso chefão (Puzo);

O príncipe (Maquiavel);

A arte da guerra (Sun Tzu);

NÃO PASSE PELA VIDA SEM VER:

O poderoso Chefão (assista a trilogia completa);

Wall Street: poder e cobiça;

O advogado do diabo.

Eu gosto dos anti-heróis! Vito Corleone, Michael Corleone, Gordon Gekko e John Milton são os personagens do cinema que mais tem a ensinar pra quem quiser aprender sobre VIDA CORPORATIVA.

Eu torço pra que você possa crescer bastante conhecendo esses fantásticos personagens lendo os livros e vendo os filmes.

Você vai entender melhor muitas situações que te incomodam. Eu duvido que a sua vida será igual depois de conhecer esses caras!

PEÇA DEMISSÃO E VÁ TRABALHAR!

Anúncios

Paixão por vendas não tem idade

agosto 1, 2010

Neste último fim de semana, tive o prazer de assistir uma palestra bem interessante com uma pernambucana de 14 anos de idade (você deve ter se assustado com a idade).

Robervânia Albuquerque é de Belo Jardim, Pernambuco, e além de vendedora de doces nas ruas da cidade onde mora é também, palestrante de vendas.

A menininha energizou a galera da faculdade IBGM que participava da convenção semestral e tem encantado o Brasil inteiro com suas palestras sobre vendas e seu talento pra falar de negócios.

Robervânia é uma garota pobre e talentosa, estudante de escola pública talvez jamais tenha lido Kotler, Prahalad e outros bam-bam-bans da administração. Pois é justamente nessas horas que eu fico com a impressão de que administradores de empresas deve ter um componente importante de formação de rua e um pouco menos de teorias acadêmicas na cabeça.

A escola da vida continua sendo muito mais legal e interessante que a outra escola que a gente já conhece.

Confira um pouco da trajetória da Robervânia no vídeo abaixo:


Qual a Jabulani da sua empresa??

junho 26, 2010

A Jabulani é a bola da Copa. Ou melhor, a bola da vez. O Luis Fabiano já disse que ela é “sobrenatural”. Traiçoeira, sinuosa, leve, pouco obediente. No idioma zulu significa “celebração”. Deveria se chamar “Nossa Senhora das Desculpas”, pois já é a vilã da Copa, a fonte das explicações para quem fracassar na África do Sul. Jabulani é o álibi perfeito para quem não quiser assumir responsabilidades pelas suas decisões e competências.

Já vi times reclamando do campo, da chuva, do frio, da altitude, do juiz, da torcida, de “despacho”, da zebra, da “mão de Deus”. É a primeira vez que ouço, preventivamente, reclamações sobre a bola. Como se ela fosse ser utilizada por apenas um time. Se ela é diferente, mais leve, etc, ela o é para todos, que tem tido tempo para se adaptar, treinar, usá-la.

Faço essas considerações pois reflete um hábito bastante nosso: o de buscar desculpas e justificativas para nossa incapacidade de fazer o que tem de ser feito. Muito mais fácil atribuir a fatores externos a causa dos nossos problemas, dificuldades e incompetência de atingir objetivos, do que assumirmos essa responsabilidade como algo dentro de cada um de nós.

Há alguns meses fiz uma pesquisa com empresas e pessoas físicas sobre os motivos pelos quais não conseguiam atingir seus objetivos empresariais ou realizar seus sonhos de carreira. Fiquei surpreso quando vi que cerca de 92% atribuiam a culpa a concorrentes, ao governo, a taxa de juros, a tecnologia, ao mercado, ao custo do capital, E, no caso, de pessoas físicas, a culpa sempre é do chefe, da empresa, de algum familiar, da ex-mulher, do maridão, da falta de sorte, da chuva torrencial,  etc.

Sempre digo que o maior concorrente de uma empresa não é quem fabrica os mesmos produtos ou presta os mesmos serviços. O maior concorrente está dentro de casa: falta de objetivos claros, liderança ineficaz, falta de integração entre as diversas áreas, falta de inovação, atitudes como falta de iniciativa, foco, otimismo, relacionamento inadequado com canais distribuidores, atendimento ruim a clientes, etc.

Mas é muito mais fácil encontrar “jabulanis” como causa dos nossos problemas e ineficências… a sua empresa tem uma boa “jabulani” para explicar o inatingimento de resultados? E você, tem um bom “jabulani” que justifique porque você não consegue realizar seus sonhos na vida e na carreira profissional?

por César Souza da ÉPOCA Negócios


Negócio paralelo

junho 3, 2010

Por Bob Wollheim* Entrevistas a Mauro Cezar Pereira

(Revista VENCER Ed. 74)

Quem não tem um amigo ou parente que trabalha numa grande multinacional mas, com um colega, a mulher ou mesmo sozinho, possui um pequeno negócio paralelo, levante a mão! Garanto que serão poucos os braços levantados, pois essa é uma tendência cada vez mais comum num mundo repleto de incertezas, de um lado, e de oportunidades, de outro.
Não dá pra achar que um bom emprego durará para sempre, diriam alguns. A partir dos 40 anos, a vida profissional fica cada mais complicada, restrita e afunilada, alertariam outros. Existem tantas oportunidades, franquias, novas áreas, novas tecnologias, que não dá pra ficar de fora, provocariam os mais otimistas.
Seja qual for o motivo – e ele pode ser (e de fato muitas vezes é) a busca por fazer algo de que se gosta de verdade –, cada vez mais profissionais têm o seu negócio paralelo, tocado à noite e nos finais de semana ou dividido com um sócio que fica com as responsabilidades do dia-a-dia. Trata-se de uma tendência que me parece irreversível, uma vez que os bons empregos estão mais raros. As pessoas querem se preparar para a fatalidade. E, é importante lembrar, empreender um “side business” enquanto se está empregado pode ser uma saída muito inteligente. Minimizam-se os riscos, mantém-se uma fonte de renda (e de capital para o negócio), e é possível fazer uma transição mais suave de uma vida para outra, entre outras vantagens. A desvantagem? O fato de se tocar algo em paralelo faz com que não possamos dar 100% de nós mesmos ao negócio e muitos deles não sobrevivem sem esses 100%.
É muito comum também o “side business” ser exatamente o hobby, a paixão ou a realização do sonho do executivo ou da executiva e isso é muito interessante e gera resultados muito positivos. Recentemente abordamos o assunto nesta coluna. Fazer o que se gosta dá muito certo e cada vez mais pessoas estão se lançando nesse caminho. E, começar como “side business” pode ser um belo jeito de se iniciar um negócio, navegando mais suavemente pelas águas turbulentas do empreendedorismo, para garantir uma fonte de capital ao negócio, acostumando-se com a nova atividade (ou vida) e, ainda, conseguindo manter a ansiedade sob controle.
Há risco? Sim, o de ambas as vidas profissionais irem mal por falta de foco, objetividade e por você misturar todas as estações. É preciso cuidado e disciplina para que isso não aconteça e evitar que seu novo negócio paralelo não atrapalhe sua atividade principal, seja ela qual for.
Com esse cuidado em mente, está aí uma ótima fórmula para começar um empreendimento e se realizar como pessoa! Para entender melhor o processo, conversamos com alguns empreendedores que tocam seus negócios em paralelo às atividades principais. Confira a seguir os depoimentos de cada um.


José Augusto Rodrigues dos Santos, há 13 anos é executivo da Martin-Brower, empresa que presta serviços no controle da cadeia de suprimentos, e há um ano e meio tornou-se franqueado da escola Seven Idiomas:

Em minha atividade paralela, atuo mais na tomada de decisões, ou quando minha mulher, Lúcia, que se encarrega do dia-a-dia, necessita de apoio, especialmente nas questões financeiras ou de recursos humanos. Trabalho na Seven Idiomas à noite e durante os finais de semana. Mas essa rotina era mais forte no início, quando adquirimos a escola. Hoje, procuro me manter atualizado com tudo o que ocorre por meio de e-mail. Além disso, toda noite eu e a Lúcia conversamos sobre a escola. É como se cada jantar fosse uma reunião de diretoria.
A compra da escola deixou minha vida mais agitada, porém, me organizo para não perder o senso de prioridade. Tem sido interessante profissionalmente e acredito que isso ajude a reduzir meu estresse. Minha vida mudou. Reduzi o tempo de televisão e de descanso em casa e substituí por atividades mais produtivas e desafiadoras. Vejo diversos ganhos. Sob o ponto de vista econômico, espero obter dinheiro e ter segurança no futuro, mesmo tendo consciência do risco inerente a qualquer atividade empresarial. Já sob a ótica social, é muito bom saber que nossa atuação está gerando empregos.
E a vida familiar? Não deixei de dar atenção à minha família por causa da escola. Hoje é raro ter que gastar muito tempo trabalhando nos finais de semana. Eu e minha esposa entramos no negócio com muita seriedade e queremos vê-lo crescer. O vírus do empreendedorismo vai se alastrar quanto mais as pessoas perceberam que não devem depender do paternalismo do governo.

Paulo Bastos e Ricardo Wohnrath, executivos da 3Com desde 2004 e sócios em uma oficina de carros.

Somos sócios capitalistas e o terceiro sócio, Reinaldo, é quem realmente toca a oficina. Para mim, essa atividade é uma forma de descarregar o estresse acumulado da semana e, obviamente, uma forma de praticar o gosto por carros antigos. A prova de arrancada do Campeonato Paulista, realizada em um domingo por mês, no autódromo Interlagos, por exemplo, gera um movimento impressionante de carros para serem preparados. Com isso, uma rentabilidade bem expressiva. Trabalhamos também na revisão de automóveis convencionais no dia-a-dia.
Esse é um projeto definitivo para todos os sócios. Um deles, o Reinaldo, sobrevive deste negócio. Ele já tinha uma oficina menor na garagem de casa e, com a sociedade, quadruplicou o seu capital. Empregamos mais dois mecânicos e o investimento que fizemos se pagou em cinco meses. Hoje, a oficina já está gerando lucro e planejamos ir para um lugar maior devido à demanda.
Veja que é uma tendência dos profissionais da área de TI procurarem uma atividade que ajude a combater o estresse. Ter uma segunda atividade é uma tendência.

Marco Suplicy, fazendeiro de café e, desde 2002, dono da Suplicy Cafés Especiais, em São Paulo.

Na realidade, minhas duas atividades profissionais são complementares. Além de sócio de cafeteria, sou produtor de café. Hoje, com mais de dois anos desde a abertura da primeira loja, a rotina de ambos os negócios está equacionada. Há, durante a colheita (maio a setembro), uma maior atenção à fazenda, pois o número de funcionários safristas excede os regulares. Não deixo de fazer nada por causa disso e sinto uma gratificação pessoal e profissional por um trabalho bem-feito.
O fato de me dedicar a duas atividades diferentes não interferiu em minhas relações familiares. Dou a mesma atenção que daria, independentemente da minha atividade, e ainda sobra tempo para fazer outras coisas, ler e me divertir. Esse é um projeto definitivo de vida. Penso ser uma questão de disciplina e organização de cada um. No empreendedorismo, acho que mais profissionais seguirão esse caminho. Tenho certeza absoluta disso.

Gelma Franco, publicitária e dona da cafeteria Il Barista, em São Paulo.

Para conciliar mais de uma atividade profissional só tendo muita paixão e determinação pelo trabalho. E, para funcionar bem, no dia-a-dia, precisei me desdobrar e me policiar para não perder o foco nas minhas atividades e ficar mais atenta aos horários. Há momentos em que sinto falta de ter um tempo só para mim. Mas ganho conhecimento e realização pessoal.
Tento me transformar em uma supermulher e supermãe, dedicando um tempo maior às pessoas que amo. Passei a curtir mais minhas horas de folga e a valorizá-las também.
O Il Barista Cafés Especiais é o meu projeto de vida. Dedico-me com afinco e paixão todos os dias para oferecer os melhores cafés aos meus clientes. Mas para dar certo, em primeiro lugar dependo da minha estrutura familiar, do apoio do meu marido e dos meus filhos. É meu maior alicerce e a pedra fundamental para o meu sucesso. Depois, graças à tecnologia, fica fácil administrar à distância quando não se pode acompanhar tudo ao mesmo tempo.
Hoje, acho que a grande maioria das pessoas termina uma faculdade sem muitas esperanças de sucesso naquela determinada profissão. Então começam a trabalhar em um projeto qualquer, ou entram na fila da loteria da vida. O grande segredo de conseguir conciliar duas profissões é estar feliz consigo mesmo e buscar o equilíbrio. Sempre!”


Como não ser despedido

fevereiro 16, 2010

por Stephen Kanitz

Não há nada mais indigno na vida do que ser despedido por um “consultor”, como no último filme do George Clooney,

“Depois de 25 anos dando duro nesta empresa nem coragem eles têm de me despedir pessoalmente. Quando me contrataram, o Presidente da empresa me badalou, a esposa do presidente telefonou para minha esposa. Agora mandam um consultor que nunca vi na vida”.
Ser despedido no Brasil por um consultor ou por George Clooney é raro, normalmente é uma estagiária do RH de centro esquerda, a mais humana do departamento, do tipo “Eu sei o que o Sr. está sentindo”.

Sabe nada, aos 32 anos nunca foi despedida.

Ser despedido irá marcar o resto da sua vida, poderá gerar depressão, síndrome de pânico, até gerar um câncer devido à queda momentânea do seu sistema auto imune.

Qual o segredo para evitar este trauma inevitável na vida corporativa?

A maioria de vocês será despedida. Após os 60 anos de idade só sobra o Presidente da Empresa, e alguns diretores com 55.

Os 200 estagiários que entraram com você, todos serão dispensados até os 55, com exceção de 5 ou 6. Tem haver com a piramide populacional.

Portanto um dos segredos é saber que isto é inevitável, e que nenhuma empresa tem obrigação de mantê-lo empregado para o resto da vida, como muitos acreditam por conveniência.

Quem tem a obrigação de mantê-lo empregado e empregável é você.

O que você tem que se preocupar é se empresa te pagou bem nestes 25 anos de seu trabalho. Se pagou bem, ela não lhe deve nada. Ela cumpriu o contrato de trabalho.


Acomodação x Proatividade

janeiro 7, 2010

Por Isabel Rios Piñeiro, do Portal Varejista

Todos nós temos duas poderosas forças que nos mobilizam para colocar em ação tudo aquilo que queremos, porém nem sempre elas estão sendo conduzidas a nosso favor. Quais são elas?

A força de fugir de tudo o que causa dor.

A força de buscar tudo o que causa prazer.

Curiosamente, 80% dos seres humanos são movidos a fugir da dor e apenas 20% se sentem impulsionados a agir por algo que lhes causa prazer, ou seja, é mais fácil ficar “sentado” no sofá quando está tudo bem em vez de “levantar” e buscar aquilo que deseja. No entanto, se tiver um prego incomodando, causando dor, pulamos do sofá e ficamos em pé rapidamente, não é mesmo?

Cada um de nós aprendeu formas de fugir da dor e buscar prazer. Uns fazem isso bebendo, fumando e comendo compulsivamente, outros fazem se exercitando, trabalhando, conversando, ajudando outras pessoas.

Quais são os padrões que nós temos utilizado para mudar nosso estado emocional? Essa parte do autoconhecimento é fundamental para podermos buscar mais alternativas que possam nos afastar da dor e nos aproximar do prazer. Essa escolha consciente é facilitada quando mudamos o foco e transformamos um acontecimento aparentemente doloroso em uma oportunidade agradável de aprender, ser mais produtivo, crescer e ajudar os outros.

Vamos refletir com esta história:

“Certa vez, um motorista, ao entrar num posto de gasolina, ouviu um cachorro chorando deitado num canto e perguntou ao dono do posto por que ele estava chorando daquele jeito.

― Porque ele está deitado em cima de um prego – respondeu o dono do posto.

― Por que ele não se levanta, então? – perguntou o motorista curioso.

― Porque não deve estar doendo tanto assim – concluiu.”

Quantos de nós estamos deitados “em cima dos pregos”, reclamando da dor que nos causa, mas não nos levantamos, pois não está doendo tanto assim. Não podemos esquecer que um profissional competente não é aquele que faz tudo direitinho, mas o que se permite errar, arriscar, que joga munido de conhecimentos e boa dose de intuição.

Sair do comodismo é fundamental, pois, se não houver essa ação, essa atitude, não há mudança de comportamento para nos construirmos melhor a cada dia.


Iniciativa e acabativa

outubro 20, 2009

por Flávio Souza

Há um ditado chinês que diz: “Quem sabe e não faz, no fundo não sabe”.

 
Muito se ouve falar hoje em dia em iniciativa, as empresas, a política, as comunidades, o terceiro setor e o país buscam pessoas com essa competência que se resume na capacidade que todos nós temos de conceber novas idéias, de criar e iniciar projetos. Isso é iniciativa.
Você é uma pessoa com iniciativa? As pessoas de iniciativa têm mil idéias, são criativas, mas geralmente, deixam de lado e odeiam a rotina necessária para colocá-las em prática. Milhares de idéias e soluções das mais diversas são engavetadas dia após dia. Quanta genialidade desperdiçada…

Van Gogh, um dos gênios da pintura, criou verdadeiras obras de arte, deixando um legado maravilhoso para a humanidade. Em vida, morreu pobre e sem ter vendido um quadro. Iniciativa ele teve, faltou-lhe acabativa.
Isso mesmo, acabativa! Esta é a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim. Você é uma pessoa com acabativa?

Acabativa é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que elas próprias ou o que os outros começaram. A acabativa tem base na realização, isto é, realizar a ação necessária para alcançar resultados. A chave da acabativa, não é a idéia, a criação, a filosofia ou intelectualização, é o que você faz, é se comprometer com os resultados, aceitar a responsabilidade e agir de modo persistente.
Acabativos são aqueles que gostam de fazer as coisas acontecerem e não desanimam diante das dificuldades da trajetória: seguem em frente, implantam e conquistam. O que é importante perceber é que iniciativa sem acabativa são palavras ao vento, promessas não cumpridas, conhecimento sem praticidade e criação sem resultados. Acabativa sem iniciativa é fazer tudo sempre igual, rotineiramente, mesmo que os resultados sejam insatisfatórios. Muitas vezes, plantar um pé de tentativas para colher um caminhão de nada. Uma destas capacidades sem a outra é desperdício certo. Mas então, o que fazer?

Pense que você ganhou em uma loteria o carro de seus sonhos, Que carro é esse? Imagine que ao ir buscar o carro na concessionária você descobre que o carro não tem marcha-ré… Talvez você pense que tudo bem, afinal é o carro de seus sonhos. Você sai com o seu carro, se perde pela cidade e acaba entrando num beco sem saída, aí se lembra que o carro não tem marcha-ré… pronto! Você percebe então que por melhor que seja o carro, ele precisa andar para frente e para trás, não em uma única direção.
Iniciativa e acabativa são assim, uma sem a outra limita os nossos sonhos e as nossas realizações. Quantas pessoas têm dezenas de idéias e não fazem nada? Quantas pessoas estão cheias de vontades e não têm idéia do que fazer?
Para solucionar esta situação devemos entender que essas capacidades são complementares. Se você é cheio de iniciativa e pretende abrir um negócio, arrume um sócio que tenha acabativa, senão com o tempo você vai abominar a rotina empresarial. Outra solução mais eficaz é mudar. Mude! Amplie seus horizontes, tenha mais flexibilidade, desenvolva sua iniciativa se você tem uma tendência de acabativa e vice-versa, assim, você se torna um empreendedor.

Empreendedores têm iniciativa e acabativa; se abrem para um mundo de idéias e colocam a mão na massa para implantá-las.
Para perceber como vem sendo sua atitude, pergunte-se:
Tenho mais iniciativa ou acabativa?
Como faço para me tornar um empreendedor?
Em que projetos de minha carreira precisam de iniciativa para mudar?
Em que projetos de minha carreira precisam de acabativa para implantar?
Em quais projetos de minha vida, preciso de acabativa para implantar?
Que áreas de minha vida precisa empreender mais?
O que vou fazer?
Como vou fazer?
Quando vou fazer?

Lembre-se que antes de liderar qualquer pessoa ou situação com eficácia e resultados satisfatórios você deve liderar primeiro a si mesmo. Acredite em seu potencial, desperte o gigante que existe em você, veja-se como o vencedor que é e empreenda a sua própria jornada de conquistas.
Como citado por William J. Brujan :”O destino não é uma questão de oportunidade. É uma questão de escolha. Não é algo para se ficar esperando, é algo para ser conquistado”.

Seja um empreendedor de sua vida, o maior resultado que você tem direito é a sua felicidade. Isso só depende de você!