O que eu aprendi após 5 semanas em Toronto

novembro 21, 2007


1. Você deve respeitar as diferenças sempre: nao importa se alguém é branco, negro, feio, bonito, hispânico, asiático, gordo, homossexual, com costumes estranhos e gosta de usar o cabelo verde com a saia amarela. Essa pessoa deve ser respeitada sempre e você nunca deve olhar torto pra ela.

2. Você deve gostar de trabalhar, de estudar e de fazer as coisas acontecerem pra você sem que você dependa de ninguém.

3. A iniciativa privada e maior do que o governo: se no seu país as pessoas preferem passar num concurso público a ter a sua própria empresa o seu país tem problemas e está doente. O papel que cabe ao governo é articular ao máximo as oportunidades para que as pessoas façam negócios entre si, trabalhem e prosperem economicamente.

4. Voce deve respeitar as regras sempre. Naturalmente, nós brasileiros temos dificuldades em respeitar as regras – a indisciplina tá no nosso DNA. Essa indisciplina, essa flexibilidade não é totalmente ruim, mas você tem que saber a ocasião certa pra que ela se transforme numa coisa boa (pra todo mundo e não somente pra você).

The world needs more Canada (inscrição gigante na loja da livraria Indigo! em Toronto)


Blogando em Toronto em novembro

outubro 31, 2007

canada-flag.gif Pessoal, à partir do próximo dia 3 de novembro, eu estarei blogando diretamente de Toronto no Canadá. Vou aproveitar as férias da empresa pra aprimorar o inglês conhecer uma cultura diferente e fazer contato com muita gente nesse período.

Vai ficar meio apertado pra manter uma frequência legal de atualização no blog, mas vocês podem ter certeza que as boas idéias não vão faltar: o que eu ver de interessante por lá eu trago pra vocês aqui, até porque eu tô indo pro país que é um verdadeiro santuário do empreendedorismo e do small business.

 

 

Road to Toronto now. See you later friends!


Do it!

agosto 12, 2007

lenine.jpg Ontem fui no show de Lenine em Gravatá, agreste aqui do estado. Boa música e sobretudo boas letras de um cantor que ultimamente tá fazendo shows de Madagascar ao Japão e do Canadá às Ilhas Canárias… enfim, música brasileira pelos quatro cantos do mundo. Curta aí embaixo a letra de Do it.

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Quer dever, prometa
Pra moldar, derreta
Não se submeta

DO IT!


Uma baboseira chamada Live Earth

julho 14, 2007
 “Eu só organizaria isso se pudesse entrar no palco e anunciar medidas ambientais concretas de candidatos a presidência dos EUA, do Congresso ou de grandes empresas”  – Bob Geldof, organizador do Live Aid e do Live 8.

 

“Rezo para que este evento acabe com o aquecimento global da mesma forma que o Live Aid em 1985 acabou com a fome mundial”  – Chris Rock, comediante americano.

 

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Você já parou pra pensar em qual é o objetivo de mobilizar astros do rock e do pop internacional pra fazer uma cruzada em prol da conscientização quanto ao aquecimento global quando essa conscientização tem que partir, na verdade, dos governantes dos países industrializados e dos dirigentes das maiores empresas do mundo? 

 

No último dia 7 de julho aconteceu provalmente a maior tolice de 2007 em Londres, Hamburgo, Xangai, Tóquio, Nova York, Johannesburgo, Sidney e Rio de Janeiro – uma baboseira transcontinental chamada Live Earth.

 

O Live Earth foi idealizado pelo ex-vice presidente dos EUA, Al Gore (o “Al” é de Albert), que parece ter identificado um nicho muito interessante capaz de associá-lo a uma causa atual e popular como é a causa do aquecimento global. Pra mim, o cara tem o grande mérito de ser na verdade o merecedor de um novo adjetivo criado especialmente pra ele: o eco-oportunista.

 

O que causa estranheza em um evento deste tipo é a falta real de compromisso com objetivos ligados a causa ambiental. Principalmente quando ele é organizado por um político americano oriundo de um partido compromissado com a não redução da poluição (já que a adoção de políticas deste tipo causam prejuízos à economia americana). O papo POP e a curtição na praia de Copacabana fez muita gente pensar pouco que o projeto é de um oportunismo e de uma demagogia absurda já que vem de um ex-senador que permaneceu em silêncio quando foi anunciado o posicionamento americano de não adesão ao protocolo de Kyoto.   

 

Outros dados interessantes vem da mídia européia que anunciou a indignação do Greenpeace com o fato da Daimler-Benz (produtora mundial de veículos poluentes) ser uma das patrocinadoras, além de questionamentos após o evento sobre o papel dos artistas na preservação do meio ambiente e na redução da emissão de CO2 – a estrutura da estrela Madonna, por exemplo, com suas nove casas, sua frota de carros particulares e seu jatinho emitiu cerca de 100 vezes mais carbono do que a média britânica-. 

 

Por parte dos artistas o melhor exemplo mesmo foi brazuca e  pop de verdade – show de bola oi a lição da baianinha mais querida do Brasil: Ivete Sangalo que se negou a participar do Live Earth em Nova York. Segundo seu assessor de imprensa, ela como uma cantora consciente da questão ambiental se sentiria numa saia justa em fazer um show de eco-conscientização em um país que é o grande e insensível responsável pelo aquecimento global mundial.

  

Panis et circensis e o Capeta celebrando a missa.

 

2792006062716233715algoreg.jpg Se o objetivo era conscientizar, o Live Earth foi um grande ôba ôba do pop-rock. Ingênuo e consumista foi de um oportunismo fenomenal pra celebrar a política do pão e circo globalizado onde espera-se resolver as causas mais sérias do planeta com muita cerveja Budweiser e shows de Lenny Kravitz, Linkin Park e Snoopy Dog.

 

Acreditar que o Al Gore seja o ícone da ecogeração, responsável por tomar consciência da causa do aquecimento global é tão incoerente quanto pensar no capeta organizando a liturgia, rezando a missa e dando a comunhão aos fiéis.

 

Hey you! Acorda dessa baboseira chamada Live Earth!

 

 


Minha pátria é o planeta Terra

março 31, 2007

Minha terra é o planeta Terra Pra mim não tem nada mais ultrapassado, arcaico e jurássico do que o cidadão dizer que pretende crescer, casar, ter filhos, estudar, trabalhar e morrer na mesma cidade em que nasceu.

Pra mim não tem nada mais ultrapassado, arcaico e jurássico do que o cidadão que chama o lugar em que nasceu de “minha terra“.

Eu entendo que eu não sou uma árvore pra crescer num canteiro de praça e ficar ali estática, imóvel a vida inteira. Eu não faço fotossíntese e entendo que se você quer realmente tornar a sua vida MAIOR você deve começar a se preocupar em conhecer novas cidades, morar em lugares diferentes, ter vizinhos de estados diferentes, conhecer um país diferente e fazer amigos com uma cultura diferente da sua.

Eu entendo que você deve ousar pagar uma passagem de ônibus sem direção pra passar uma semana em outro estado. Esquecer o carro mais caro, comprar um carro mais barato e com a parte que vai sobrar do dinheiro da prestação fazer um curso no mês das suas férias em outro país bem longe do Brasil.

Quando eu vim morar em Pernambuco há sete anos atrás o que me deixava mais indignado no cursinho eram as pessoas acharem que todos os outros estados do nordeste eram longe. Se você mora em Recife e no interior sabe que em 99% dos casos, um pré-universitário pernambucano só faz vestibular na Federal, na Estadual e em uma particular qualquer da cidade. Poucos encaram a briga em Maceió, João Pessoa, Fortaleza ou Natal.

Sempre que eu posso eu invisto em experiências. Quando não dá pra viajar eu pesquiso gente de outros estados e até do mundo inteiro pra conversar comigo no MSN. Há muito valor em conversar com pessoas de empresas de outros estados, trocar materiais, ler jornais diferentes, observar hábitos e principalmente investir em estudos no exterior. Eu sou da opinião que você deve imediatamente parar de pagar a comissão de formatura pra começar a juntar grana pra sua próxima experiência internacional.

Daqui a dois meses lá no Parque do Ibirapuera em São Paulo vai estar ocorrendo a Feira do Estudante do CIEE. Eu já fui estagiário pelo CIEE e acho o máximo o empenho deles pra organizar essas coisas. Esse ano a feira continua a abordagem de integrar escolas e empresas, fornecer informações sobre estágios e seleções pra trainee e principalmente te dar muita informação sobre intercâmbio. Se você não vai estar em São Paulo em maio pega tudo pela internet e pesquisa que a informação que você precisa vai aparecer pra você.

Eu trabalho duro pela meta de conhecer no mínimo 12 países, morar no mínimo em uns 5 estados diferentes, trabalhar em um monte de outras empresas diferentes da que eu trabalho atualmente e dar aulas em diversas universidades que eu ainda nem sei que existem. 

Eu quero conquistar o planeta Terra. Eu quero experiência.

E aí? Encara ou não?

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EDUARDO TAVARES

Cidadão do planeta Terra e morador do bairro chamado Brasil