O plano de fuga quando o chefe é você.

agosto 23, 2009

jail

Quando as coisas não estão legais na empresa onde você trabalha (leia-se clima ruim, chefe ruim, baixas perspectivas e zero de valorização) eu sempre recomendo um plano de fuga pra quem eu conheço.

Fugir não significa pular do barco porque a situação da empresa está ruim. Na maior parte das vezes é justamente o contrario: é porque você não está feliz numa empresa que até tá indo muito bem.

Um plano de fuga é exatamente o que um detento faz quando quer sair da cadeia. Um plano de inteligência com cronograma, avaliação dos recursos disponíveis e metas, que quando bem executado, cumpre o objetivo de deixar o sujeito do lado de fora da prisão.

Eu costumo dizer FUGA porque quando não se está feliz na empresa em que se trabalha, a segunda-feira é um martírio doloroso, o escritório vira uma cadeia e apesar disso tudo, conseguir sair nem sempre é uma tarefa fácil.

Fugir, costuma ser uma tarefa mais fácil quando você é analista, assistente ou auxiliar. Geralmente, para estes cargos, as possibilidades que vão te fazer “trocar de empresa” são diferentes e até mais simples do que se o cargo for estratégico.

A bronca de quem trabalha em cargo estratégico é que você tá afundado na empresa até o pescoço e sair sempre costuma ser um processo difícil pra um supervisor, gerente ou diretor.

As recomendações mais comuns costumam dizer que o gerente deve se utilizar do networking adquirido pra buscar uma recolocação, se inscrever em consultorias de RH, fazer coaching ou adquirir novos conhecimentos que possam levá-lo a outras esferas profissionais.

Uma das coisas, porém, do qual todo líder de empresa deve ficar atento é no seu comportamento na empresa depois que o plano de fuga foi traçado e a contagem regressiva começa.

Nessas horas, você deve virar um PLAYER e jogar o tempo todo com as situações que chegam pra você. Afinal, referências positivas da última empresa  sempre serão bemvindas. Você não quer sair porque resolveu chutar o pau da barraca e depois foi demitido, não é?

Na pele de um líder, com um plano de fuga pronto e em ponto de bala pra decolar eu ficaria atento para as seguintes recomendações se você já tem alguma empresa em vista ou definitivamente não pretende ficar na empresa onde está:

– Jamais deixe claro exatamente aquilo que você pensa. Você vai precisar ser ainda mais conciliador daqui pra frente;

– Não se queixe da sua situação com subordinados. Guarde os seus desabafos pra sua esposa;

– Se o seu superior é do tipo difícil de lidar, deixe a vaidade de lado e pare de fazer questão sobre coisas para o qual você antes o questionava;

– Aproveite todo o tempo livre para aperfeiçoar o plano, fazer contatos e até mesmo adquirir conhecimentos que vão elevar o seu valor nas empresas em que você pretende trabalhar.

– Se  a auto-estima está em baixa, alimente o seu respeito próprio com atitudes que valorizem você.

– Jogue muito. Ser político e conciliador garantirá o tempo que você precisa pro cronograma dar certo.

São idéias que eu ainda estou amadurecendo antes de passar pra frente. Acredito que observando melhor algumas situações terei algo mais temperado e mais objetivo pra recomendar aqui no blog.

Trabalhar feliz é uma possibilidade se você tiver um bom plano de fuga pra outro lugar. 

Bom plano de fuga!

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Cuide bem do seu bom ex-chefe

janeiro 11, 2008
Chefe pode ser temporário, mas ex-chefe é para sempre. Cuide bem dele, não há referência melhor para atestar sua qualidade profissional
por Marcelo Myiashita
Entra emprego, sai emprego, costumamos adotar o mesmo comportamento com relação aos nossos ex-chefes: sumimos, desaparecemos, escafedemos. Durante um tempo ainda conseguimos manter contato, mas não por muito – normalmente os tratamos como página virada na nossa carreira profissional.

Esse é o erro. Temos um infeliz e natural hábito de enxergar ex-emprego como aquela relação que não deu certo e o ex-chefe como o casamento que não foi para sempre. Há, na maioria das vezes, lamentações, mesmo que tenhamos sido felizes, que o chefe tenha sido bom e que a decisão da partilha tenha sido nossa. Pois o novo emprego sempre acena mais reluzente e esperançoso concentrando nossas atenções, em que torcemos para que o novo chefe seja mais que isso, ou mais que nossas experiências passadas. E é só nisso que se costuma transformar nosso finado ex-chefe, apenas uma base de comparação.

Acontece que temos que pensar diferente, afinal chefe pode ser temporário, mas ex-chefe é para sempre. Ontem ele esteve no seu antigo emprego, amanhã poderá estar em novos postos e você poderá cruzá-lo em uma nova empresa, por acaso ou por indicação dele mesmo. Bons chefes fazem isso, valorizam e gostam de acompanhar profissionais competentes, pessoas que sentem que ajudaram e, de certa forma, contribuíram com o seu crescimento. Há um pouco de orgulho e satisfação nisso, sentimentos que você já compreende ou compreenderá quando tiver bons ex-funcionários.

Os bons ex-chefes lembram dos resultados e das histórias que conviveram. Só não conseguem adivinhar por onde andam os talentos depois que somem. Uns ainda ligam e atualizam as informações. A maioria some mesmo e com isso o rebento perde a chance de manter e cultivar algo muito importante nos dias de hoje, a reputação. E nada melhor que um ex-chefe para falar bem de você.

Claro, há chefes e chefes. Da mesma forma que há funcionários e funcionários. Por isso que bons funcionários precisam cuidar de seus bons ex-chefes. Nem todo mundo merece ou tem bons desempenhos neste mundo competitivo e nem sempre correto, portanto se você é merecedor saiba manter a boa imagem frente aos colegas de trabalho e, principalmente, junto aos bons ex-chefes. Esses percebem esta atenção, muitas vezes, com admiração e carinho. E podem fornecer o verdadeiro atestado de qualidade da sua eficácia profissional.

O fato é que bons ex-chefes continuam crescendo na organização, algumas vezes empreendem, outras vezes mudam de emprego, mas continuam aí, no mercado. E podem te convidar para mais uma oportunidade ou indicá-lo para outros colegas.

Por outro lado não perca tempo com maus ex-chefes. Com esses, você não precisa se preocupar com reputação e boa imagem – normalmente eles não carregam crédito e nem reconhecem bons profissionais. Além do mais, tenha certeza disso, a maioria não continua no mercado depois de alguns anos. Então não esqueça dos seus bons ex-chefes. Eles merecem sua atenção, gratidão, respeito e admiração. Ligue para eles.


Uma questão de “química”

agosto 13, 2007

 Investnews Yahoo

brigajpg.gif Problemas de relacionamento são o estopim para 10% dos desligamentos de executivos. Quando usou sua ciência na composição da dinamite, na segunda metade do século XIX, o químico sueco Alfred Nobel não suspeitava da estreita analogia entre o seu invento e o potencial explosivo que algumas relações de trabalho ganhariam, mais de um século depois. Hoje, as diferenças entre estilos e as dificuldades de relacionamento profissionais podem ser tão destrutivas a uma carreira quanto o TNT.

Quando não administrada, a falta de química no ambiente de trabalho pode virar nitroglicerina pura, com potencial explosivo para detonar uma trajetória profissional. Uma prova de que o problema vem se acentuando nos últimos anos consta em pesquisa da DBM Consultoria. Segundo o estudo, a “química” – entendida como os problemas de relacionamento na equipe – aparece como terceiro maior fator para o desligamento de gerentes, superintendentes, diretores, vice-presidentes e presidentes de companhias dos mais diversos portes no Brasil. À frente da química, apenas os processos de reestruturação, fusões e aquisições (responsáveis por 54%) e de redução de quadro (16% do total). “As pessoas tratam como normais os desligamentos motivados por ausência de química, mas trata-se de um custo muito elevado, tanto para as empresas quanto para os profissionais perderem seus laços por conta de um item que poderia ser gerenciado”, avalia o presidente da DBM Brasil e América Latina, Marcelo Cardoso.

(Gazeta Mercantil – Marcelo Monteiro)


Os 4 mandamentos do Networking

abril 11, 2007

Com certeza você conhece histórias de pessoas que tiveram grandes benefícios pelo fato de manter uma vasta rede de relacionamentos. E o que você acha de alguém que possui mais de 16.000 emails cadastrados no seu Outlook? E mais: ainda assim consegue manter contato frequente com todas essas pessoas?

A americana Laura Levitan é considerada a maior “networker” do mundo, ela já conseguiu diversas oportunidades de negócios através da sua rede e já conseguiu empregar centenas de pessoas através dos seus contatos. Ela nos dá quatro dicas de como manter uma rede de relacionamentos ativa o tempo todo:

1. Nunca devolva o problema das pessoas da forma como você os recebeu. Quando alguém lhe procura é porque confia em você para resolver o problema dela. Se você não imagina como fazê-lo traga a solução procurando outra pessoa que possa fazer isso por você.

2. Ajude desinteressadamente. Quando você ajuda, pode receber retorno disso no futuro ou não. Mesmo assim continue fazendo o melhor possível pelas pessoas.

3.  Seja relevante. Procure sempre oportunidades de ensinar, ajudar e fazer diferença para as pessoas da sua rede. Mantenha contato frequente.

4. Seja claro quando você precisar de algo. Não gaste munição sem propósito. Dê boas razões as pessoas para o fato de você estar mantendo contato com elas. 

Leia o artigo completo New Rules of networking no blog da FastCompany: http://blog.fastcompany.com