A responsabilidade é do líder

junho 26, 2010

”Se um time aparece em um jogo tão importante como o de hoje com terror no coração e nas pernas e não consegue expressar sua habilidade é porque o técnico não treinou a equipe da forma que deveria”

Marcelo Lippi, técnico da seleção italiana analisando o seu trabalho na Copa 2010.


Você conhece o Scribd?

junho 26, 2010

Você faz parte do time que antes de comprar um livro pesquisa na internet se ele tá disponível pra download pra depois você ler no laptop? Eu faço isso sempre e quase nunca gasto dinheiro comprando livros.

Eu acesso o Scribd!

O site é excelente pra pesquisar e baixar livros em diversos idiomas. Agora mesmo eu baixei um livro muito bom (em português) chamado ”Os 100 maiores contos de humor da literatura universal”.

Enfim, muita coisa boa você com certeza vai encontrar. Vale a pena acessar:

http://www.scribd.com


Negócio paralelo

junho 3, 2010

Por Bob Wollheim* Entrevistas a Mauro Cezar Pereira

(Revista VENCER Ed. 74)

Quem não tem um amigo ou parente que trabalha numa grande multinacional mas, com um colega, a mulher ou mesmo sozinho, possui um pequeno negócio paralelo, levante a mão! Garanto que serão poucos os braços levantados, pois essa é uma tendência cada vez mais comum num mundo repleto de incertezas, de um lado, e de oportunidades, de outro.
Não dá pra achar que um bom emprego durará para sempre, diriam alguns. A partir dos 40 anos, a vida profissional fica cada mais complicada, restrita e afunilada, alertariam outros. Existem tantas oportunidades, franquias, novas áreas, novas tecnologias, que não dá pra ficar de fora, provocariam os mais otimistas.
Seja qual for o motivo – e ele pode ser (e de fato muitas vezes é) a busca por fazer algo de que se gosta de verdade –, cada vez mais profissionais têm o seu negócio paralelo, tocado à noite e nos finais de semana ou dividido com um sócio que fica com as responsabilidades do dia-a-dia. Trata-se de uma tendência que me parece irreversível, uma vez que os bons empregos estão mais raros. As pessoas querem se preparar para a fatalidade. E, é importante lembrar, empreender um “side business” enquanto se está empregado pode ser uma saída muito inteligente. Minimizam-se os riscos, mantém-se uma fonte de renda (e de capital para o negócio), e é possível fazer uma transição mais suave de uma vida para outra, entre outras vantagens. A desvantagem? O fato de se tocar algo em paralelo faz com que não possamos dar 100% de nós mesmos ao negócio e muitos deles não sobrevivem sem esses 100%.
É muito comum também o “side business” ser exatamente o hobby, a paixão ou a realização do sonho do executivo ou da executiva e isso é muito interessante e gera resultados muito positivos. Recentemente abordamos o assunto nesta coluna. Fazer o que se gosta dá muito certo e cada vez mais pessoas estão se lançando nesse caminho. E, começar como “side business” pode ser um belo jeito de se iniciar um negócio, navegando mais suavemente pelas águas turbulentas do empreendedorismo, para garantir uma fonte de capital ao negócio, acostumando-se com a nova atividade (ou vida) e, ainda, conseguindo manter a ansiedade sob controle.
Há risco? Sim, o de ambas as vidas profissionais irem mal por falta de foco, objetividade e por você misturar todas as estações. É preciso cuidado e disciplina para que isso não aconteça e evitar que seu novo negócio paralelo não atrapalhe sua atividade principal, seja ela qual for.
Com esse cuidado em mente, está aí uma ótima fórmula para começar um empreendimento e se realizar como pessoa! Para entender melhor o processo, conversamos com alguns empreendedores que tocam seus negócios em paralelo às atividades principais. Confira a seguir os depoimentos de cada um.


José Augusto Rodrigues dos Santos, há 13 anos é executivo da Martin-Brower, empresa que presta serviços no controle da cadeia de suprimentos, e há um ano e meio tornou-se franqueado da escola Seven Idiomas:

Em minha atividade paralela, atuo mais na tomada de decisões, ou quando minha mulher, Lúcia, que se encarrega do dia-a-dia, necessita de apoio, especialmente nas questões financeiras ou de recursos humanos. Trabalho na Seven Idiomas à noite e durante os finais de semana. Mas essa rotina era mais forte no início, quando adquirimos a escola. Hoje, procuro me manter atualizado com tudo o que ocorre por meio de e-mail. Além disso, toda noite eu e a Lúcia conversamos sobre a escola. É como se cada jantar fosse uma reunião de diretoria.
A compra da escola deixou minha vida mais agitada, porém, me organizo para não perder o senso de prioridade. Tem sido interessante profissionalmente e acredito que isso ajude a reduzir meu estresse. Minha vida mudou. Reduzi o tempo de televisão e de descanso em casa e substituí por atividades mais produtivas e desafiadoras. Vejo diversos ganhos. Sob o ponto de vista econômico, espero obter dinheiro e ter segurança no futuro, mesmo tendo consciência do risco inerente a qualquer atividade empresarial. Já sob a ótica social, é muito bom saber que nossa atuação está gerando empregos.
E a vida familiar? Não deixei de dar atenção à minha família por causa da escola. Hoje é raro ter que gastar muito tempo trabalhando nos finais de semana. Eu e minha esposa entramos no negócio com muita seriedade e queremos vê-lo crescer. O vírus do empreendedorismo vai se alastrar quanto mais as pessoas perceberam que não devem depender do paternalismo do governo.

Paulo Bastos e Ricardo Wohnrath, executivos da 3Com desde 2004 e sócios em uma oficina de carros.

Somos sócios capitalistas e o terceiro sócio, Reinaldo, é quem realmente toca a oficina. Para mim, essa atividade é uma forma de descarregar o estresse acumulado da semana e, obviamente, uma forma de praticar o gosto por carros antigos. A prova de arrancada do Campeonato Paulista, realizada em um domingo por mês, no autódromo Interlagos, por exemplo, gera um movimento impressionante de carros para serem preparados. Com isso, uma rentabilidade bem expressiva. Trabalhamos também na revisão de automóveis convencionais no dia-a-dia.
Esse é um projeto definitivo para todos os sócios. Um deles, o Reinaldo, sobrevive deste negócio. Ele já tinha uma oficina menor na garagem de casa e, com a sociedade, quadruplicou o seu capital. Empregamos mais dois mecânicos e o investimento que fizemos se pagou em cinco meses. Hoje, a oficina já está gerando lucro e planejamos ir para um lugar maior devido à demanda.
Veja que é uma tendência dos profissionais da área de TI procurarem uma atividade que ajude a combater o estresse. Ter uma segunda atividade é uma tendência.

Marco Suplicy, fazendeiro de café e, desde 2002, dono da Suplicy Cafés Especiais, em São Paulo.

Na realidade, minhas duas atividades profissionais são complementares. Além de sócio de cafeteria, sou produtor de café. Hoje, com mais de dois anos desde a abertura da primeira loja, a rotina de ambos os negócios está equacionada. Há, durante a colheita (maio a setembro), uma maior atenção à fazenda, pois o número de funcionários safristas excede os regulares. Não deixo de fazer nada por causa disso e sinto uma gratificação pessoal e profissional por um trabalho bem-feito.
O fato de me dedicar a duas atividades diferentes não interferiu em minhas relações familiares. Dou a mesma atenção que daria, independentemente da minha atividade, e ainda sobra tempo para fazer outras coisas, ler e me divertir. Esse é um projeto definitivo de vida. Penso ser uma questão de disciplina e organização de cada um. No empreendedorismo, acho que mais profissionais seguirão esse caminho. Tenho certeza absoluta disso.

Gelma Franco, publicitária e dona da cafeteria Il Barista, em São Paulo.

Para conciliar mais de uma atividade profissional só tendo muita paixão e determinação pelo trabalho. E, para funcionar bem, no dia-a-dia, precisei me desdobrar e me policiar para não perder o foco nas minhas atividades e ficar mais atenta aos horários. Há momentos em que sinto falta de ter um tempo só para mim. Mas ganho conhecimento e realização pessoal.
Tento me transformar em uma supermulher e supermãe, dedicando um tempo maior às pessoas que amo. Passei a curtir mais minhas horas de folga e a valorizá-las também.
O Il Barista Cafés Especiais é o meu projeto de vida. Dedico-me com afinco e paixão todos os dias para oferecer os melhores cafés aos meus clientes. Mas para dar certo, em primeiro lugar dependo da minha estrutura familiar, do apoio do meu marido e dos meus filhos. É meu maior alicerce e a pedra fundamental para o meu sucesso. Depois, graças à tecnologia, fica fácil administrar à distância quando não se pode acompanhar tudo ao mesmo tempo.
Hoje, acho que a grande maioria das pessoas termina uma faculdade sem muitas esperanças de sucesso naquela determinada profissão. Então começam a trabalhar em um projeto qualquer, ou entram na fila da loteria da vida. O grande segredo de conseguir conciliar duas profissões é estar feliz consigo mesmo e buscar o equilíbrio. Sempre!”


Como quebrar uma empresa

março 28, 2010

Do livro: Os dez mandamentos para fracassar nos negócios,

do americano Donald Keough (ex-CEO da Coca-Cola).

1. PARE DE CORRER RISCOS

Sobretudo em períodos de incerteza. É  o oposto do que fez a Coca-Cola na Grande Depressão. A companhia investiu pesado em marketing e criou um ícone que aumentou as vendas até hoje: o papai noel gorducho!

2.  SEJA INFLEXÍVEL

Nunca procure outro jeito de fazer as coisas. Na década de 50, por exemplo a Coca-Cola perdeu mercado para a Pepsi ao insistir apenas na garrafinha de vidro de 185ml.

3. ISOLE-SE

Crie sua bolha executiva. Consiga uma sala grande e afastada e depois feche a porta.

4. ACREDITE QUE É INFÁLIVEL

Jamais admita um erro. Os clientes costumam ser encrenqueiros. Você sempre poderá responsabilizá-los por algo que não deu certo.

5. JOGUE PRÓXIMO A LINHA DO PÊNALTI

Em vez de se perguntar ”isso é certo?”, pergunte ”será que dá pra fazer isso sem ser apanhado?”

6. NÃO PARE PRA PENSAR

Evite observar os erros e não os analise. A tendência é que você sempre cometa os mesmos erros no futuro.

7. CONFIE CEGAMENTE NOS ESPECIALISTAS

O que não falta são vigaristas gentis e agradáveis dispostos a lhe vender seus serviços.

8. AME A BUROCRACIA

Assegure-se de que as regras e as rotinas sufoquem a criatividade de seus funcionários.

9. ENVIE MENSAGENS CONFUSAS

Mantenha uma comunicação de duplo sentido com seu pessoal, fornecedores e clientes

10. TENHA MEDO DO FUTURO

Mesmo que não existam temores reais no horizonte, crie-os. Coisas ruins acontecem o tempo todo em todo lugar.


Como não ser despedido

fevereiro 16, 2010

por Stephen Kanitz

Não há nada mais indigno na vida do que ser despedido por um “consultor”, como no último filme do George Clooney,

“Depois de 25 anos dando duro nesta empresa nem coragem eles têm de me despedir pessoalmente. Quando me contrataram, o Presidente da empresa me badalou, a esposa do presidente telefonou para minha esposa. Agora mandam um consultor que nunca vi na vida”.
Ser despedido no Brasil por um consultor ou por George Clooney é raro, normalmente é uma estagiária do RH de centro esquerda, a mais humana do departamento, do tipo “Eu sei o que o Sr. está sentindo”.

Sabe nada, aos 32 anos nunca foi despedida.

Ser despedido irá marcar o resto da sua vida, poderá gerar depressão, síndrome de pânico, até gerar um câncer devido à queda momentânea do seu sistema auto imune.

Qual o segredo para evitar este trauma inevitável na vida corporativa?

A maioria de vocês será despedida. Após os 60 anos de idade só sobra o Presidente da Empresa, e alguns diretores com 55.

Os 200 estagiários que entraram com você, todos serão dispensados até os 55, com exceção de 5 ou 6. Tem haver com a piramide populacional.

Portanto um dos segredos é saber que isto é inevitável, e que nenhuma empresa tem obrigação de mantê-lo empregado para o resto da vida, como muitos acreditam por conveniência.

Quem tem a obrigação de mantê-lo empregado e empregável é você.

O que você tem que se preocupar é se empresa te pagou bem nestes 25 anos de seu trabalho. Se pagou bem, ela não lhe deve nada. Ela cumpriu o contrato de trabalho.


Greed is Good!

janeiro 24, 2010

Ontem assisti a um excelente filme do diretor Oliver Stone chamado WALL STREET PODER E COBIÇA (1987: com Martin, Charlie Sheen e Michael Douglas). Um excelente filme, com sacadas interessantes sobre business, pessoas e ambição no ambiente empresarial com a crise ética nos anos 80 do mercado de ações norte-americano como pano de fundo.

Um dos trechos clássicos do filme é o discurso de Gordon Gekko, um poderoso homem de negócios, na reunião dos acionistas da Teldar Paper Co. O papel rendeu o Oscar de melhor ator em 1987 para Michael Douglas.

Leia um trecho do discurso e confira o vídeo: 

“O ponto é, senhoras e senhores, que a ganância, por falta de palavra melhor, é boa. Ganância é certo. Ganância esclarece. Ganância funciona e capta a essência do espírito evolutivo. Ganância, em todas as suas formas; a cobiça pela vida, por dinheiro, por amor e conhecimento tem marcado o impulso evolutivo da humanidade.  E a ganância, marquem as minhas palavras, não só irá poupar a Teldar Paper, mas uma outra corporação que funciona mal e que se chama Estados Unidos da América “ 

Vídeo no link: http://www.youtube.com/watch?v=xuQAfgAOMKQ

 Eu realmente acredito que ganância e a ambição te jogam pra frente e que ambas, em determinados momentos são palavras muito mal vistas e mal interpretadas quando se fala em carreira profissional. 

 Eu acredito que ganância e ambição podem ser algo lícito se você parte pra cima dos seus objetivos sem passar por cima de ninguém fora das regras do jogo. 

 Digo ”fora das regras do jogo” porque quando a situação é dentro da regra, dentro do mérito você tem que ser PLAYER: se for preciso passar com o trator, demitir, trocar gente e esmagar concorrentes você não pode hesitar. Estar entre os melhores implica em ser amado e odiado simultaneamente por muita gente, e  é preciso saber lidar muito bem com essas duas coisas. O pódio costuma ser um lugar solitário. 

 Eu adorei Wall Street.  Gordon Gekko entra na lista dos meus anti-heróis da qual já fazem parte Vito e Michael Corleone. 

 No segundo semestre Oliver Stone promete, depois de 23 anos, o lançamento da continuação do filme com o nome Wall Street: o dinheiro nunca dorme

 Vale a pena conferir!


Acomodação x Proatividade

janeiro 7, 2010

Por Isabel Rios Piñeiro, do Portal Varejista

Todos nós temos duas poderosas forças que nos mobilizam para colocar em ação tudo aquilo que queremos, porém nem sempre elas estão sendo conduzidas a nosso favor. Quais são elas?

A força de fugir de tudo o que causa dor.

A força de buscar tudo o que causa prazer.

Curiosamente, 80% dos seres humanos são movidos a fugir da dor e apenas 20% se sentem impulsionados a agir por algo que lhes causa prazer, ou seja, é mais fácil ficar “sentado” no sofá quando está tudo bem em vez de “levantar” e buscar aquilo que deseja. No entanto, se tiver um prego incomodando, causando dor, pulamos do sofá e ficamos em pé rapidamente, não é mesmo?

Cada um de nós aprendeu formas de fugir da dor e buscar prazer. Uns fazem isso bebendo, fumando e comendo compulsivamente, outros fazem se exercitando, trabalhando, conversando, ajudando outras pessoas.

Quais são os padrões que nós temos utilizado para mudar nosso estado emocional? Essa parte do autoconhecimento é fundamental para podermos buscar mais alternativas que possam nos afastar da dor e nos aproximar do prazer. Essa escolha consciente é facilitada quando mudamos o foco e transformamos um acontecimento aparentemente doloroso em uma oportunidade agradável de aprender, ser mais produtivo, crescer e ajudar os outros.

Vamos refletir com esta história:

“Certa vez, um motorista, ao entrar num posto de gasolina, ouviu um cachorro chorando deitado num canto e perguntou ao dono do posto por que ele estava chorando daquele jeito.

― Porque ele está deitado em cima de um prego – respondeu o dono do posto.

― Por que ele não se levanta, então? – perguntou o motorista curioso.

― Porque não deve estar doendo tanto assim – concluiu.”

Quantos de nós estamos deitados “em cima dos pregos”, reclamando da dor que nos causa, mas não nos levantamos, pois não está doendo tanto assim. Não podemos esquecer que um profissional competente não é aquele que faz tudo direitinho, mas o que se permite errar, arriscar, que joga munido de conhecimentos e boa dose de intuição.

Sair do comodismo é fundamental, pois, se não houver essa ação, essa atitude, não há mudança de comportamento para nos construirmos melhor a cada dia.