Qual a Jabulani da sua empresa??

junho 26, 2010

A Jabulani é a bola da Copa. Ou melhor, a bola da vez. O Luis Fabiano já disse que ela é “sobrenatural”. Traiçoeira, sinuosa, leve, pouco obediente. No idioma zulu significa “celebração”. Deveria se chamar “Nossa Senhora das Desculpas”, pois já é a vilã da Copa, a fonte das explicações para quem fracassar na África do Sul. Jabulani é o álibi perfeito para quem não quiser assumir responsabilidades pelas suas decisões e competências.

Já vi times reclamando do campo, da chuva, do frio, da altitude, do juiz, da torcida, de “despacho”, da zebra, da “mão de Deus”. É a primeira vez que ouço, preventivamente, reclamações sobre a bola. Como se ela fosse ser utilizada por apenas um time. Se ela é diferente, mais leve, etc, ela o é para todos, que tem tido tempo para se adaptar, treinar, usá-la.

Faço essas considerações pois reflete um hábito bastante nosso: o de buscar desculpas e justificativas para nossa incapacidade de fazer o que tem de ser feito. Muito mais fácil atribuir a fatores externos a causa dos nossos problemas, dificuldades e incompetência de atingir objetivos, do que assumirmos essa responsabilidade como algo dentro de cada um de nós.

Há alguns meses fiz uma pesquisa com empresas e pessoas físicas sobre os motivos pelos quais não conseguiam atingir seus objetivos empresariais ou realizar seus sonhos de carreira. Fiquei surpreso quando vi que cerca de 92% atribuiam a culpa a concorrentes, ao governo, a taxa de juros, a tecnologia, ao mercado, ao custo do capital, E, no caso, de pessoas físicas, a culpa sempre é do chefe, da empresa, de algum familiar, da ex-mulher, do maridão, da falta de sorte, da chuva torrencial,  etc.

Sempre digo que o maior concorrente de uma empresa não é quem fabrica os mesmos produtos ou presta os mesmos serviços. O maior concorrente está dentro de casa: falta de objetivos claros, liderança ineficaz, falta de integração entre as diversas áreas, falta de inovação, atitudes como falta de iniciativa, foco, otimismo, relacionamento inadequado com canais distribuidores, atendimento ruim a clientes, etc.

Mas é muito mais fácil encontrar “jabulanis” como causa dos nossos problemas e ineficências… a sua empresa tem uma boa “jabulani” para explicar o inatingimento de resultados? E você, tem um bom “jabulani” que justifique porque você não consegue realizar seus sonhos na vida e na carreira profissional?

por César Souza da ÉPOCA Negócios

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Como não ser despedido

fevereiro 16, 2010

por Stephen Kanitz

Não há nada mais indigno na vida do que ser despedido por um “consultor”, como no último filme do George Clooney,

“Depois de 25 anos dando duro nesta empresa nem coragem eles têm de me despedir pessoalmente. Quando me contrataram, o Presidente da empresa me badalou, a esposa do presidente telefonou para minha esposa. Agora mandam um consultor que nunca vi na vida”.
Ser despedido no Brasil por um consultor ou por George Clooney é raro, normalmente é uma estagiária do RH de centro esquerda, a mais humana do departamento, do tipo “Eu sei o que o Sr. está sentindo”.

Sabe nada, aos 32 anos nunca foi despedida.

Ser despedido irá marcar o resto da sua vida, poderá gerar depressão, síndrome de pânico, até gerar um câncer devido à queda momentânea do seu sistema auto imune.

Qual o segredo para evitar este trauma inevitável na vida corporativa?

A maioria de vocês será despedida. Após os 60 anos de idade só sobra o Presidente da Empresa, e alguns diretores com 55.

Os 200 estagiários que entraram com você, todos serão dispensados até os 55, com exceção de 5 ou 6. Tem haver com a piramide populacional.

Portanto um dos segredos é saber que isto é inevitável, e que nenhuma empresa tem obrigação de mantê-lo empregado para o resto da vida, como muitos acreditam por conveniência.

Quem tem a obrigação de mantê-lo empregado e empregável é você.

O que você tem que se preocupar é se empresa te pagou bem nestes 25 anos de seu trabalho. Se pagou bem, ela não lhe deve nada. Ela cumpriu o contrato de trabalho.


Greed is Good!

janeiro 24, 2010

Ontem assisti a um excelente filme do diretor Oliver Stone chamado WALL STREET PODER E COBIÇA (1987: com Martin, Charlie Sheen e Michael Douglas). Um excelente filme, com sacadas interessantes sobre business, pessoas e ambição no ambiente empresarial com a crise ética nos anos 80 do mercado de ações norte-americano como pano de fundo.

Um dos trechos clássicos do filme é o discurso de Gordon Gekko, um poderoso homem de negócios, na reunião dos acionistas da Teldar Paper Co. O papel rendeu o Oscar de melhor ator em 1987 para Michael Douglas.

Leia um trecho do discurso e confira o vídeo: 

“O ponto é, senhoras e senhores, que a ganância, por falta de palavra melhor, é boa. Ganância é certo. Ganância esclarece. Ganância funciona e capta a essência do espírito evolutivo. Ganância, em todas as suas formas; a cobiça pela vida, por dinheiro, por amor e conhecimento tem marcado o impulso evolutivo da humanidade.  E a ganância, marquem as minhas palavras, não só irá poupar a Teldar Paper, mas uma outra corporação que funciona mal e que se chama Estados Unidos da América “ 

Vídeo no link: http://www.youtube.com/watch?v=xuQAfgAOMKQ

 Eu realmente acredito que ganância e a ambição te jogam pra frente e que ambas, em determinados momentos são palavras muito mal vistas e mal interpretadas quando se fala em carreira profissional. 

 Eu acredito que ganância e ambição podem ser algo lícito se você parte pra cima dos seus objetivos sem passar por cima de ninguém fora das regras do jogo. 

 Digo ”fora das regras do jogo” porque quando a situação é dentro da regra, dentro do mérito você tem que ser PLAYER: se for preciso passar com o trator, demitir, trocar gente e esmagar concorrentes você não pode hesitar. Estar entre os melhores implica em ser amado e odiado simultaneamente por muita gente, e  é preciso saber lidar muito bem com essas duas coisas. O pódio costuma ser um lugar solitário. 

 Eu adorei Wall Street.  Gordon Gekko entra na lista dos meus anti-heróis da qual já fazem parte Vito e Michael Corleone. 

 No segundo semestre Oliver Stone promete, depois de 23 anos, o lançamento da continuação do filme com o nome Wall Street: o dinheiro nunca dorme

 Vale a pena conferir!


Acomodação x Proatividade

janeiro 7, 2010

Por Isabel Rios Piñeiro, do Portal Varejista

Todos nós temos duas poderosas forças que nos mobilizam para colocar em ação tudo aquilo que queremos, porém nem sempre elas estão sendo conduzidas a nosso favor. Quais são elas?

A força de fugir de tudo o que causa dor.

A força de buscar tudo o que causa prazer.

Curiosamente, 80% dos seres humanos são movidos a fugir da dor e apenas 20% se sentem impulsionados a agir por algo que lhes causa prazer, ou seja, é mais fácil ficar “sentado” no sofá quando está tudo bem em vez de “levantar” e buscar aquilo que deseja. No entanto, se tiver um prego incomodando, causando dor, pulamos do sofá e ficamos em pé rapidamente, não é mesmo?

Cada um de nós aprendeu formas de fugir da dor e buscar prazer. Uns fazem isso bebendo, fumando e comendo compulsivamente, outros fazem se exercitando, trabalhando, conversando, ajudando outras pessoas.

Quais são os padrões que nós temos utilizado para mudar nosso estado emocional? Essa parte do autoconhecimento é fundamental para podermos buscar mais alternativas que possam nos afastar da dor e nos aproximar do prazer. Essa escolha consciente é facilitada quando mudamos o foco e transformamos um acontecimento aparentemente doloroso em uma oportunidade agradável de aprender, ser mais produtivo, crescer e ajudar os outros.

Vamos refletir com esta história:

“Certa vez, um motorista, ao entrar num posto de gasolina, ouviu um cachorro chorando deitado num canto e perguntou ao dono do posto por que ele estava chorando daquele jeito.

― Porque ele está deitado em cima de um prego – respondeu o dono do posto.

― Por que ele não se levanta, então? – perguntou o motorista curioso.

― Porque não deve estar doendo tanto assim – concluiu.”

Quantos de nós estamos deitados “em cima dos pregos”, reclamando da dor que nos causa, mas não nos levantamos, pois não está doendo tanto assim. Não podemos esquecer que um profissional competente não é aquele que faz tudo direitinho, mas o que se permite errar, arriscar, que joga munido de conhecimentos e boa dose de intuição.

Sair do comodismo é fundamental, pois, se não houver essa ação, essa atitude, não há mudança de comportamento para nos construirmos melhor a cada dia.


Não sei

abril 22, 2009

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por Antônio Ermírio de Moraes

(na revista EXAME)

 “Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:
Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali.

 Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

– Será que vai chover hoje?

Se você responder “com certeza”… a sua área é Vendas:

O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for “sei lá, estou pensando em outra coisa”… então a sua aérea é Marketing:

O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder “sim, há uma boa probabilidade”… você é da área de Engenharia:

O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for “depende”… você nasceu para Recursos Humanos:

Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder “ah, a meteorologia diz que não”… você é da área de Contabilidade:

O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados do que nos próprios olhos.

Se a resposta for “sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas”:

Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder “não sei”…

há uma boa chance de que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à diretoria da EMPRESA.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder “não sei” quando não sabe.

Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

“Não sei” é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo,

e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.

Parece simples,

mas responder “não sei” é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.

Por quê?

Eu sinceramente “não sei”.


A era dos sem emprego

abril 19, 2009

do Canal Executivo do UOL por Walter Toledo Silva

O século XXI trouxe-nos inúmeras vantagens tecnológicas. Mas, como toda causa produz um efeito, as conseqüências desses avanços começam a ser sentidos por trabalhadores, empresas e governos. Estamos entrando na “Era do Não-Emprego”, como previa o autor americano Jeremy Riffkin. A tecnologia está fazendo com que os profissionais mudem seus hábitos e sua forma de pensar o trabalho. Os empregos tradicionais serão rapidamente transformados em história do passado. Seremos cada vez mais fornecedores de trabalho, com ou sem vínculo empregatício.

A cada dia, o trabalho passa a ser realizado pela categoria dos “profissionais sem emprego”. Na prática, sempre existirá muito trabalho para aqueles que souberem enxergar-se como fornecedores ou prestadores de serviços, aqueles que oferecem soluções para demandas ainda não plenamente atendidas. Aqueles que estiverem em condições de oferecer instantaneamente o conhecimento e habilidades necessárias, pelo tempo em que estas forem requeridas pelas organizações. Diferente do atual conceito de desempregado, os sem-emprego são “trabalhadores just-in-time”.

Voltemos aos primórdios da Revolução Industrial para que possamos entender a atual transformação do mercado de trabalho. Durante um certo período, o trabalho, que era empacotado em linhas operacionais adaptadas ao novo tipo de espaço produtivo, passou a oferecer grande número de vagas formais, principalmente com o surgimento das grandes companhias e suas imensas áreas burocráticas. Em nosso tempo, esses grandes espaços produtivos estão se encolhendo cada vez mais para atender a novas realidades econômicas e o trabalho está, mais e mais, sendo realizado por pessoas que não fazem parte do quadro fixo das empresas.

O profissional do futuro, daqui por diante, será aquele que melhor souber enfrentar turbulências, aquele que melhor se adapte às novas realidades e exigências do mercado. Quebrar paradigmas será uma necessidade vital para sua sobrevivência. Se atualmente já está difícil uma boa colocação para quem está preparado, o que não dizer para o despreparo da maioria. A estabilidade como se conhece hoje, não mais existirá. O funcionário será estável enquanto for necessário em sua função. Quando não mais o for, a estabilidade se quebrará tornando-o descartável.

Certamente, nossa sociedade terá que se preparar para os novos tempos, reorganizando leis trabalhistas e reformulando a própria educação para formar profissionais mais aptos a esse novo mercado. Empresas e organizações só sobreviverão se puderem contar com os melhores recursos humanos, disponíveis a cada momento, dentro de um cenário de demandas que mudam com velocidade inédita. Cada habilidade precisará ser aperfeiçoada para mostrar competência nesses novos tempos. Também está surgindo o estilo coaching de administração – empresas com forte característica de “times de sem-empregos”.

As que forem pró-ativas, rapidamente adotarão o novo modelo. Para ter sucesso em sua carreira, o profissional deverá deixar de pensar como empregado e passar a se comportar como se fosse um prestador de serviços, contratado por tarefas. Não bastará acertar de vez em quando, terá que acertar sempre ou para usar um jargão conhecido – “matar um leão por dia”.

Três pontos fundamentais passam a ser exigidos para este profissional do futuro: primeiro, o desafio que estimula as pessoas a lutar por alguma coisa; segundo, o resultado que dá a sensação de vitória e autoconfiança para continuar adiante. Em terceiro, a autorresponsabilidade, ou seja, a capacidade de corrigir erros cometidos e comemorar as vitórias.

Os trabalhadores da “Era dos Sem-emprego” terão de ser versáteis, multifuncionais e polivalentes. Por isso, é muito mais importante investir em uma preparação muito mais ampla que a usual para a ficção do emprego permanente. Este novo trabalhador também deverá pensar mais do que em sua experiência profissional e nos idiomas que fala, até porque, saber mais de uma língua será necessidade comum para todos os concorrentes.

Até mesmo o tradicional currículo profissional terá que ser revisto. O velho relatório de experiências e atividades passará a funcionar como um verdadeiro instrumento de publicidade: vendendo para quem o lê, todas as características, vantagens competitivas e pontos fortes do candidato a sem-emprego.

A fórmula para acertar nesse cenário, é aproveitar a oportunidade e estabelecer uma meta de crescimento e quando ela for atingida, planejar vôos mais altos. O vínculo do próximo século deverá ser com o trabalho que cada um sabe fazer, e não mais com o emprego ou com um empregador. Os empregos,de fato, estão desaparecendo

 


Orkuticídio da sua carreira

setembro 14, 2008

Orkuticídio ainda não tá no dicionário (eu não tenho dúvidas de que em pouco tempo essa palavra entra) mas se você falar com qualquer pessoa que é usuária do maior site de relacionamentos do Brasil, ela com certeza vai entender: orkuticídio é o mesmo que cometer um suicídio virtual, deletar a sua conta do Orkut.

Eu acredito que dentre tudo o que o Google oferece, nada teve um impacto tão direto na vida pessoal dos usuários quanto o Orkut. Com certeza, o funcionário turco do Google e inventor do site há uns cinco anos atrás não tinha a menor idéia do sucesso que essa coisinha faria por aqui.

A página pessoal do orkut permitiu encontrar todos os colegas da quinta série que você pensava que jamais conseguiria encontrar novamente, permitiu que namoros começassem e acabassem (falo por experiência própria), permitiu que as pessoas conhecessem parceiros de negócios, amigos de viagens, contatos importantes em comunidades interessantes e mais uma coisinha que na minha opinião é o principal: a possibilidade de fazer um marketing pessoal bem eficiente a seu respeito.

Uma das notícias mais comentadas da semana na TV e no jornal nas sessões de carreira e empregos aqui em Pernambuco, foi o fato de que antes das entrevistas, as consultorias de RH tem checado o Orkut dos candidatos como forma de conhecer um pouco da personalidade do cidadão.

Boa sacada! É no orkut que você pode perceber um pouco das preferências, projetos pessoais, aptidões, interesses e opiniões de quem você vai estar colocando pra dentro da sua empresa. Mais um recurso pra você avaliar o cara que vai estar cuidando de parte do seu negócio e que nem sempre revela tudo o que você quer saber na hora da entrevista.

Pra quem tá do outro lado do processo, os cuidados recomendados com o seu perfil é justamente o cuidado básico com tudo aquilo que pode depor contra você. Já imaginou aquela contratação “melar” por causa de uma mancada no profile? Portanto evite:

– Participar de comunidades do tipo: “Eu não suporto meu chefe”; “Eu odeio trabalhar” ou “Eu bebo até cair”;

– Comunidades discriminatórias, com fins ilícitos ou sexuais;

– Álbum pessoal com fotos comprometedoras;

Uma pesquisa da empresa Viadeo (fonte: Blog da Catho) revelou que cerca de 20% das empresas já adotam a prática de “dar uma espiada” no orkut do candidato e 59% dos empregadores assumem que a “pesquisa realizada” influencia a contratação do candidato. Você pode ler a matéria completa do Blog da Catho clicando aqui.

Por isso, vale a pena dar uma revisada no seu perfil.

Ah! E isso vale também pra quem tem o Hi5, MySpace, Facebook, Sonico e todos os outros irmãos menos famosos do orkut.

Não cometa o orkuticídio na sua carreira!