Greed is Good!

janeiro 24, 2010

Ontem assisti a um excelente filme do diretor Oliver Stone chamado WALL STREET PODER E COBIÇA (1987: com Martin, Charlie Sheen e Michael Douglas). Um excelente filme, com sacadas interessantes sobre business, pessoas e ambição no ambiente empresarial com a crise ética nos anos 80 do mercado de ações norte-americano como pano de fundo.

Um dos trechos clássicos do filme é o discurso de Gordon Gekko, um poderoso homem de negócios, na reunião dos acionistas da Teldar Paper Co. O papel rendeu o Oscar de melhor ator em 1987 para Michael Douglas.

Leia um trecho do discurso e confira o vídeo: 

“O ponto é, senhoras e senhores, que a ganância, por falta de palavra melhor, é boa. Ganância é certo. Ganância esclarece. Ganância funciona e capta a essência do espírito evolutivo. Ganância, em todas as suas formas; a cobiça pela vida, por dinheiro, por amor e conhecimento tem marcado o impulso evolutivo da humanidade.  E a ganância, marquem as minhas palavras, não só irá poupar a Teldar Paper, mas uma outra corporação que funciona mal e que se chama Estados Unidos da América “ 

Vídeo no link: http://www.youtube.com/watch?v=xuQAfgAOMKQ

 Eu realmente acredito que ganância e a ambição te jogam pra frente e que ambas, em determinados momentos são palavras muito mal vistas e mal interpretadas quando se fala em carreira profissional. 

 Eu acredito que ganância e ambição podem ser algo lícito se você parte pra cima dos seus objetivos sem passar por cima de ninguém fora das regras do jogo. 

 Digo ”fora das regras do jogo” porque quando a situação é dentro da regra, dentro do mérito você tem que ser PLAYER: se for preciso passar com o trator, demitir, trocar gente e esmagar concorrentes você não pode hesitar. Estar entre os melhores implica em ser amado e odiado simultaneamente por muita gente, e  é preciso saber lidar muito bem com essas duas coisas. O pódio costuma ser um lugar solitário. 

 Eu adorei Wall Street.  Gordon Gekko entra na lista dos meus anti-heróis da qual já fazem parte Vito e Michael Corleone. 

 No segundo semestre Oliver Stone promete, depois de 23 anos, o lançamento da continuação do filme com o nome Wall Street: o dinheiro nunca dorme

 Vale a pena conferir!

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Petrobras é a empresa mais desejada por jovens brasileiros

setembro 2, 2009

Principal motivo que levou a estatal à liderança pela quinta vez consecutiva é o crescimento profissional que ela pode proporcionar.

pela Revista EXAME, 27/08/09

Petrobras-b    Pela quinta vez consecutiva, a Petrobras foi considerada a empresa mais desejada entre os jovens brasileiros, na pesquisa online “Empresa dos Sonhos dos Jovens”, realizada pela Cia de Talentos, do Grupo DMRH, em parceria com a consultoria TNS. Na oitava edição, 30.000 jovens universitários e recém-formados foram ouvidos para formar o ranking. Na sequência aparecem Google e Unilever, que mantiveram a mesma posição do ano passado. Há na lista Vale, Nestlé, Natura, Itaú Unibanco, Microsoft, Rede Globo e AmBev, que, pela primeira vez, aparece entre as dez companhias mais citadas pelos jovens.

O principal motivo de escolha de uma empresa para os jovens foi o crescimento profissional que ela propicia. O item “bons salários” e “benefícios” o mais votado na última edição -, caiu para a quarta. “Os jovens estão em busca de realização profissional e o dinheiro é visto como resultado de um bom trabalho feito na sua área de atuação”, afirmou Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH, em nota.

1. Crescimento Profissional
2. Desenvolvimento Profissional
3. Ambiente de trabalho agradável
4. Bons salários e benefícios
5. Apoio a cursos e treinamentosO desejo por um crescimento profissional também faz com que os jovens fiquem dispostos a permanecer numa empresa por um período mais longo O tempo médio observado na pesquisa é de 10 anos.

Até 4 anos – 13%
De 4 a 6 anos – 25%
De 6 a 10 anos – 26%
De 10 a 20 anos – 16%
Mais de 20 anos – 19%

Por que sair de uma empresa
Metade dos entrevistados disse que a falta de crescimento profissional seria a principal razão para trocar de companhia. A falta de um ambiente de trabalho agradável faria 48% procurar outro emprego. Na sequencia, 38% mencionaram a falta de desenvolvimento profissional e 34% disseram que não ter salário e benefícios adequados ao cargo seria um motivo para trocar de empresa.

A pesquisa mostra ainda que 60% dos jovens escolhem uma empresa pela imagem que a companhia passa por meio da qualidade de seus produtos e serviços. Já 55% tomaram a decisão com base no que é divulgado na imprensa. Conhecer alguém que trabalha ou trabalhou na empresa foi o motivo citado por 46% dos entrevistados. A busca de informações nos sites das companhias ficou com 36% dos votos. Já 29% dos jovens disseram que não recorram a fontes, pois é natural que uma empresa de grande porte ofereça aquilo que ele busca numa organização.

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Obama é o líder ideal
Neste ano, a pesquisa também perguntou aos jovens quem são seus líderes. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, liderou o ranking. Lula, ficou em terceiro lugar, logo atrás do empresário Roberto Justus. Conheça as dez personalidades mais admiradas pelos jovens brasileiros:

1. Barack Obama
2. Roberto Justus
3. Luis Inácio Lula da Silva
4. Jesus
5. Steve Jobs
6. Pai/mãe
7. Silvio Santos
8. Bill Gates
9. Mahatma Gandhi
10. Bernardinho


Um plano de negócios para representantes comerciais

maio 31, 2009

salesman1-300x300Mês passado, recebi um email de um amigo, representante comercial, que está mudando pra outro estado e pretende agregar novas empresas ao seu portfolio.

 Ele representa apenas uma única empresa e gostaria de saber justamente, que tipo de currículo seria bom o suficiente pra que ele conseguisse novas representações.

Um currículo mal feito faz muito representante bom e qualificado perder oportunidades excelentes. Por isso, a sacada pra um bom currículo parte da lógica normal de qualquer bom material em vendas: você deve saber vender o seu peixe e trabalhar focado nas informações que importam. Pra isso acontecer, tendenciar tudo o que profissionalmente você fez até agora pra o que a empresa quer ouvir é a chave pra conseguir uma entrevista e depois expor melhor os seus planos

A empresa que anuncia uma vaga de representante tem uma expectativa muito grande de um bom suporte aos clientes, feedback frequente do trabalho de campo e sucesso nas vendas, num mercado da qual ela já participa ou que ela identifica como uma oportunidade em potencial.

Gerentes comerciais, todas as semanas recebem currículos e telefonemas de novos representantes com um monte de justificativas furadas pra serem contratados. Poucos, porém, se preocupam em estudar e se aprofundar no universo do segmento da empresa pra ao menos, chegar com uma idéia do que realmente precisa ser feito e chamar a atenção.

Basicamente, um bom currículo de representante deve estar acompanhado de uma boa carta de apresentação que comunique claramente o que pode ser feito e de forma objetiva. Dirija-se ao gerente comercial pelo nome, fale do mercado em que a sua representação atua e ressalte diferenciais.

A carta de apresentação é onde começa a oportunidade de expor “brevemente” um plano pra empresa. Haja como um consultor comercial que tem um plano na mão pra fazer a empresa aumentar as vendas. Por exemplo:

“Tendo em vista o fato de que a região litoranêa e cidades próximas aos grandes pólos A, B, C se encontra carente de produtos com desempenho e qualidade como o apresentado pela sua linha K, venho através desta oportunidade lhe apresentar uma alternativa de impacto para combatermos as marcas X e Y já atuantes na área”.

É A SUA FORMA DE DEMONSTRAR AFINIDADE COM O SEGMENTO.

 Já no que se refere ao currículo de sua empresa, coloque um mínimo de informações sobre você como pessoa física. Alguns representantes enviam dois currículos contendo essas informações em separado e esse excesso de informação é desnecessário.

Entenda como informações mínimas, os seus dados como responsável pela representação: endereço, idade, email, telefones, etc  mais formação acadêmica, algum curso em especial  e alguma outra informação relevante.

Cópias de documentos podem ser enviados, todavia, somente se eles forem solicitados.

A próxima etapa agora é falar de sua atuação comercial. Isso é o que mais interessa à quem recebe o currículo. O START-UP da hora de caprichar agora é esse:

Após expor os dados da empresa como endereço, telefones, site, CNPJ, referências bancárias, contábeis e segmento de atuação da representação fale, através de um breve histórico, de como você contribuiu com as vendas de cada empresa que você representa ou representou. Fale de números, de negócios desenvolvidos, porcentagens de vendas à prazo ou à vista, número de clientes e o nome do seu gerente comercial nestas empresas.

Mencione sua área de atuação, cidades onde o trabalho foi desenvolvido e sua abertura com clientes chaves para o negócio que você pretende representar.

Fale também da estrutura da representação: automóveis, escritório, secretária, número de vendedores na rua e equipamentos disponíveis como força de apoio às vendas no campo (palms ou laptops, por exemplo).

À partir daí o ponto que você mais deve valorizar é o projeto comercial. Quais as suas idéias? Qual o seu plano? Qual o seu objetivo pra aumentar a atuação da empresa na região X? O que você pretende agregar às vendas? Por mais uma vez, fale de números, ressalte pontos fortes do produto e deixe claro quais oportunidades você está enxergando. Seja relevante se você quiser se destacar.

Fique certo de que a maior parte dos representantes comerciais não trabalham dessa forma. Saber se vender é coisa pra gente inteligente. Foque a sua idéia em planos comerciais de negócios.

Quando a oportunidade surgir, atire de DOZE! 


Aquilo que faz você se sentir bem

maio 27, 2009

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“Não ouça o que os outros dizem.

Ouça-os, mas faça somente aquilo que você se sente bem em fazer.”

Warren Buffet


À cobrar

maio 22, 2009

Quando eu tinha dez anos de idade e estudava na quarta-série da Escola Professor Alfeu Duarte lá no sul de Minas Gerais, a minha ocupação principal depois da escola, era pegar a bike e sair pra cobrar dívidas atrasadas dos clientes do meu pai.

Meu pai tinha um armazém de ferragens e uma pilha de notas atrasadas pra receber. Eu tinha uma Caloi e uma vontade grande de ganhar algum dinheiro pra comprar revista Placar e figurinha pro meu álbum da Copa de 90.

Uma das principais coisas que eu aprendi é que a venda não termina depois que você entrega o produto. A cobrança também tá incluída no processo e faz parte do pós venda.

Quando eu digo pra você que cobrança faz parte do pós venda, é porque na grande maioria das vezes você vai continuar a se relacionar com aquele cliente – salvo algumas exceções, você vai continuar fazendo negócios com aquela pessoa ou empresa depois que o crédito dela tiver habilitado.

Aos 21 anos de idade, eu trabalhei como assessor de microcrédito em um banco e cobrar créditos atrasados era uma das tarefas que continuaram a fazer parte da minha rotina. Uma das formas mais inusitadas pra resolver uma pendência antiga foi a de pegar um liquidificador (novo) do cliente pra fazer uma rifa na agência e dessa forma, zerar a bendita dívida. E aí entra um ponto importante no processo de cobrança: você deve oferecer alternativas, você deve ajudar o cliente a pensar em como resolver. Foi o que eu fiz na época. 

Pra fazer isso, você deve ouvir com atenção, entender o que está acontecendo e propor alternativas pra aquela pendência. Negocie, ao invés de impor condições para quitar a dívida.

Use o marketing pra cobrar também e não apenas pra vender. Saber falar com o inadimplente é fundamental, já que provavelmente ele irá priorizar os que lhe oferecerem maior facilidade na regularização e um tratamento sem constrangimentos.

Outra saída criativa é associar o pagamento da dívida a uma experiência positiva como a renovação do crédito ou desconto em parcelas do débito.

Se você pretende ter clientes por toda a vida, saiba lidar com os altos e baixos dessa relação já que a saúde financeira dos seus clientes também pode pegar uma gripe de vez em quando. 

 

 


Quando você estiver fora do Brasil…

abril 19, 2009

Visite empresas!

Não se detenha apenas nas praças, museus, baladas e pontos turísticos. Visite também as empresas!

Bata um papo com o gerente, converse com os funcionários, conheça a linha de produção, pergunte sobre como eles trabalham e saiba tudo sobre como a empresa funciona.

Você pode conseguir tudo isso enviando emails antes da sua viagem e falando do seu interesse em conhecer o funcionamento de uma empresa estrangeira. De cada dez emails enviados, no máximo dois serão respondidos (foi a minha média), mas com paciência e insistência você vai encontrar gente legal que vai comprar sua idéia.

Quando eu estive no Chile em 2006, tive a oportunidade de ser recebido pelo pessoal da Villalba Aceros  e pela Cia. Gimsa Instapanel.

Ótima recepção, grande experiência!

Villalba Aceros, Santiago, 2006

 

 

 

 

 

 

 

 

Alex Soto da Cia. Villalba Aceros

Gimsa Instapanel, Santiago, 2006.

 

 

 

 

 

 

 

 

Pablo Maldonado da Instapanel

Tranforme qualquer oportunidade em  uma grande experiência!

Sempre.

 


A era dos sem emprego

abril 19, 2009

do Canal Executivo do UOL por Walter Toledo Silva

O século XXI trouxe-nos inúmeras vantagens tecnológicas. Mas, como toda causa produz um efeito, as conseqüências desses avanços começam a ser sentidos por trabalhadores, empresas e governos. Estamos entrando na “Era do Não-Emprego”, como previa o autor americano Jeremy Riffkin. A tecnologia está fazendo com que os profissionais mudem seus hábitos e sua forma de pensar o trabalho. Os empregos tradicionais serão rapidamente transformados em história do passado. Seremos cada vez mais fornecedores de trabalho, com ou sem vínculo empregatício.

A cada dia, o trabalho passa a ser realizado pela categoria dos “profissionais sem emprego”. Na prática, sempre existirá muito trabalho para aqueles que souberem enxergar-se como fornecedores ou prestadores de serviços, aqueles que oferecem soluções para demandas ainda não plenamente atendidas. Aqueles que estiverem em condições de oferecer instantaneamente o conhecimento e habilidades necessárias, pelo tempo em que estas forem requeridas pelas organizações. Diferente do atual conceito de desempregado, os sem-emprego são “trabalhadores just-in-time”.

Voltemos aos primórdios da Revolução Industrial para que possamos entender a atual transformação do mercado de trabalho. Durante um certo período, o trabalho, que era empacotado em linhas operacionais adaptadas ao novo tipo de espaço produtivo, passou a oferecer grande número de vagas formais, principalmente com o surgimento das grandes companhias e suas imensas áreas burocráticas. Em nosso tempo, esses grandes espaços produtivos estão se encolhendo cada vez mais para atender a novas realidades econômicas e o trabalho está, mais e mais, sendo realizado por pessoas que não fazem parte do quadro fixo das empresas.

O profissional do futuro, daqui por diante, será aquele que melhor souber enfrentar turbulências, aquele que melhor se adapte às novas realidades e exigências do mercado. Quebrar paradigmas será uma necessidade vital para sua sobrevivência. Se atualmente já está difícil uma boa colocação para quem está preparado, o que não dizer para o despreparo da maioria. A estabilidade como se conhece hoje, não mais existirá. O funcionário será estável enquanto for necessário em sua função. Quando não mais o for, a estabilidade se quebrará tornando-o descartável.

Certamente, nossa sociedade terá que se preparar para os novos tempos, reorganizando leis trabalhistas e reformulando a própria educação para formar profissionais mais aptos a esse novo mercado. Empresas e organizações só sobreviverão se puderem contar com os melhores recursos humanos, disponíveis a cada momento, dentro de um cenário de demandas que mudam com velocidade inédita. Cada habilidade precisará ser aperfeiçoada para mostrar competência nesses novos tempos. Também está surgindo o estilo coaching de administração – empresas com forte característica de “times de sem-empregos”.

As que forem pró-ativas, rapidamente adotarão o novo modelo. Para ter sucesso em sua carreira, o profissional deverá deixar de pensar como empregado e passar a se comportar como se fosse um prestador de serviços, contratado por tarefas. Não bastará acertar de vez em quando, terá que acertar sempre ou para usar um jargão conhecido – “matar um leão por dia”.

Três pontos fundamentais passam a ser exigidos para este profissional do futuro: primeiro, o desafio que estimula as pessoas a lutar por alguma coisa; segundo, o resultado que dá a sensação de vitória e autoconfiança para continuar adiante. Em terceiro, a autorresponsabilidade, ou seja, a capacidade de corrigir erros cometidos e comemorar as vitórias.

Os trabalhadores da “Era dos Sem-emprego” terão de ser versáteis, multifuncionais e polivalentes. Por isso, é muito mais importante investir em uma preparação muito mais ampla que a usual para a ficção do emprego permanente. Este novo trabalhador também deverá pensar mais do que em sua experiência profissional e nos idiomas que fala, até porque, saber mais de uma língua será necessidade comum para todos os concorrentes.

Até mesmo o tradicional currículo profissional terá que ser revisto. O velho relatório de experiências e atividades passará a funcionar como um verdadeiro instrumento de publicidade: vendendo para quem o lê, todas as características, vantagens competitivas e pontos fortes do candidato a sem-emprego.

A fórmula para acertar nesse cenário, é aproveitar a oportunidade e estabelecer uma meta de crescimento e quando ela for atingida, planejar vôos mais altos. O vínculo do próximo século deverá ser com o trabalho que cada um sabe fazer, e não mais com o emprego ou com um empregador. Os empregos,de fato, estão desaparecendo