Orkuticídio da sua carreira

setembro 14, 2008

Orkuticídio ainda não tá no dicionário (eu não tenho dúvidas de que em pouco tempo essa palavra entra) mas se você falar com qualquer pessoa que é usuária do maior site de relacionamentos do Brasil, ela com certeza vai entender: orkuticídio é o mesmo que cometer um suicídio virtual, deletar a sua conta do Orkut.

Eu acredito que dentre tudo o que o Google oferece, nada teve um impacto tão direto na vida pessoal dos usuários quanto o Orkut. Com certeza, o funcionário turco do Google e inventor do site há uns cinco anos atrás não tinha a menor idéia do sucesso que essa coisinha faria por aqui.

A página pessoal do orkut permitiu encontrar todos os colegas da quinta série que você pensava que jamais conseguiria encontrar novamente, permitiu que namoros começassem e acabassem (falo por experiência própria), permitiu que as pessoas conhecessem parceiros de negócios, amigos de viagens, contatos importantes em comunidades interessantes e mais uma coisinha que na minha opinião é o principal: a possibilidade de fazer um marketing pessoal bem eficiente a seu respeito.

Uma das notícias mais comentadas da semana na TV e no jornal nas sessões de carreira e empregos aqui em Pernambuco, foi o fato de que antes das entrevistas, as consultorias de RH tem checado o Orkut dos candidatos como forma de conhecer um pouco da personalidade do cidadão.

Boa sacada! É no orkut que você pode perceber um pouco das preferências, projetos pessoais, aptidões, interesses e opiniões de quem você vai estar colocando pra dentro da sua empresa. Mais um recurso pra você avaliar o cara que vai estar cuidando de parte do seu negócio e que nem sempre revela tudo o que você quer saber na hora da entrevista.

Pra quem tá do outro lado do processo, os cuidados recomendados com o seu perfil é justamente o cuidado básico com tudo aquilo que pode depor contra você. Já imaginou aquela contratação “melar” por causa de uma mancada no profile? Portanto evite:

– Participar de comunidades do tipo: “Eu não suporto meu chefe”; “Eu odeio trabalhar” ou “Eu bebo até cair”;

– Comunidades discriminatórias, com fins ilícitos ou sexuais;

– Álbum pessoal com fotos comprometedoras;

Uma pesquisa da empresa Viadeo (fonte: Blog da Catho) revelou que cerca de 20% das empresas já adotam a prática de “dar uma espiada” no orkut do candidato e 59% dos empregadores assumem que a “pesquisa realizada” influencia a contratação do candidato. Você pode ler a matéria completa do Blog da Catho clicando aqui.

Por isso, vale a pena dar uma revisada no seu perfil.

Ah! E isso vale também pra quem tem o Hi5, MySpace, Facebook, Sonico e todos os outros irmãos menos famosos do orkut.

Não cometa o orkuticídio na sua carreira!

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Palavra do Iacocca!

julho 26, 2008

“Se tiver a sorte de conhecer alguém com muita cabeça e muito coração você verá que esta pessoa nunca estará em segundo lugar”.

Lee Iacocca


A sua faculdade… fez diferença na sua vida?

abril 30, 2008

Essa pergunta eu vi no blog do Ricardo Jordão Magalhães e resolvi botar a discussão também aqui no PDVT. Pra mim, a faculdade fez grande diferença em alguns aspectos: tive a oportunidade de conhecer uns três professores que fizeram toda a diferença na minha vida; A biblioteca continua me ajudando até hoje e os meus melhores amigos eu conheci lá na UFPE. Eu defendo a seguinte equação e o resto pra mim é chulé:

O MELHOR DA FACULDADE = networking + livros.

Abaixo algumas respostas e comentário interessantes dos leitores do blog do Jordão: 

As respostas:

“Não faz não! A faculdade que fiz nas empresas que trabalhei é que fazem a diferença”. (Mallu)

“Claro que faz! Toda base teórica que possuo hoje e que é imprescindível na minha profissão, aprendi na faculdade!” (Monica Fuchshuber)

“Posso dizer que somente 10% do que utilizo no meu dia a dia foi aprendido na faculdade, e refere-se mais à cultura do que à prática profissional”. (Eliane Fortes)

“O problema é que se você não tiver TBC (tempo de bunda na cadeira) não é ouvido. As pessoas só escutarão o que dizes, se tiveres passado por um babson college institute tabajara (por mais que tenha sido só um curso de verão), e feito os 200 semestres do London Institute tabajara (mesmo que seu inglês seja melhor que o dos mauricinhos). Papel minha Cara, isso interessa. Tens Money e tempo disponível pra ficar anos numa faculdade fazendo todas as extensões possíveis e inimagináveis? Beleza. Não? Tás ferrada. Ah, quando juntares muito papel, podes até chamar os Líderes brasileiros de babacas que ainda aparecerão pessoas para te aplaudir, pagando pra te ouvir dizer isso” (Gabriel Peixoto).

“A faculdade, faz a diferença no seu networking, pois o amplia e muito. Já em matéria de conhecimento, aprendo muito mais lendo textos e livros na internet do que sentado na cadeira da facul ouvindo o prof falar em plena 9h da noite, depois de um dia inteiro de trabalho, e morrendo de sono. Pergunta, para os que já tem diploma alguém já pediu para vê-lo em alguma empresa? ” (Eduardo Alessandro)

Diferença quase nenhuma com exceções das aulas de filosofia, sociologia e antropologia! Demais!” (Marcos Rezende)

“A faculdade me fez ocupar melhor meu tempo. Quando estou na biblioteca ou sala de aula deixo de: estar gastando meu dinheiro com besteiras e assistir a programação da TV. A faculdade faz o aluno ou o aluno faz a faculdade? Ou o professor é um dos responsáveis pelos dois?” (Elton de Oliveira)

“Não fez diferença porque não cursei com o ímpeto de mudar as coisas, como tenho aprendido hoje. Além do mais, muita coisa no ensino mudou de 15 anos pra cá. Independente disso, acho interessante você estudar e adquirir conhecimento que possa aplicar em sua carreira, sua vida, não se preocupando com o título que aquilo irá conferir a você. O que importa é realizar!!” (Douglas de Souza)

“Através da facul, conheci muitas mulheres, bebi muito e por acidente, acabei me formando. Dentro da minha estúpida ignorância, acho que qualquer faculdade é ótima, desde que o infeliz do estudante explore dela o máximo. Além disso, que viva um mundo off-sala, lendo muito, aprendendo e desaprendendo, tropeçando e esfolando a ponta do dedão. Respondendo (finalmente): Fez diferença sim, mas não muito na área profissional; na pessoal fez, sem dúvidas”. (Iztván)

“Pessoal, lógico que a faculdade PODE fazer a diferença, se ela for bem aproveitaa pelo aluno. Rede de contatos, aproveitar os professores que estão dispostos a ajudar, ler os livros recomendados e refletir sobre eles, se interessar em aprender.Dizer que faculdade não serve para nada é uma desculpa de pessoas que, provavelmente, não a apreoveitaram por comodismo, preguiça, falta de interesse.Serve, para quem está mesmo interessado em fazer carreira e não só em ter um título”. (Eduardo Gonçalves)

 


Slides: Felicidade no trabalho

abril 11, 2008

São as atitudes que escrevem a nossa história e não as nossas expectativas

março 28, 2008

O texto abaixo de autoria de César Ribeiro é a dica da Kátia Leite, aluna da pós em gestão de pessoas e uma das participantes da palestra Motivação: você ditando as regras da sua própria carreira, ministrada ontem na ESURP. Valeu pela dica Kátia!   

A construção do sucesso 

O pensamento do sucesso começa com idéias, sonhos, atitudes, educação e planejamento.

Tem muita gente que defende a idéia de que para alcançar o sucesso profissional bastar querer e querer intensamente. É isso, provavelmente, a primeira atitude de um vencedor.

Mas de nada vai adiantar desejar, se os planos não saírem do papel. Grande idéias nascem e morrem todos os dias por falta de um plano de ação que dê sustentação a elas. São as atitudes que escrevem a nossa história e não nossas expectativas.

Muitos dos que fazem sucesso afirmam todos os dias que não ficam esperando o sucesso bater às suas portas. Gosto sempre da afirmação do Abílio Diniz: “Enquanto alguns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo para fazê-lo”. Ninguém chega onde quer chegar profissionalmente por um golpe de sorte.

Foi-se o tempo em que um currículo recheado de excelentes universidades e MBAs eram certeza de boa colocação profissional.

Não faltam exemplos, hoje, de pessoas com cursos, digamos aqui, apenas razoáveis, que conseguiram encontrar o caminho do sucesso até com mais solidez do que outros que vieram de grandes escolas.

Não há crítica aqui ao conhecimento ou a qualidade real das grandes escolas, mas sim a atitude do ser humano ou a falta dela. A diferença está nas decisões e na postura que a pessoa toma diante da vida.

A maior carência do mundo profissional não é de conhecimento e sim de atitude. As pessoas sabem o que tem de fazer, mas não fazem.

(…) O ser humano é o animal mais frágil do planeta. Ele só consegue ter força quando se une aos seus pares. Essa é uma visão filosófica, mas também muito utilitária. Mas é preciso sair do discurso para a ação. Não basta apenas trocar cartões. É necessário cultivar amizades e estabelecer vínculos. Não basta rezar, é preciso ir ao encontro de Deus!

E quando você estiver no topo, lembre-se das palavras do dramaturgo americano Wilson Mizner: “Seja simpático com as pessoas à medida que você for subindo, porque você encontrará com elas a medida que você descer”. Ou seja, humildade não faz mal a ninguém.